18 de dezembro de 2010

Brinquedos de madeira

Em dúvida sobre o que comprar de presente para o natal?

Que tal experimentar brinquedos de madeira? Eles são despretensiosos, aparentemente simples, mas ao longo de milênios despertam interesse, criatividade e alegria nos pequenos. E pra quem acha que só brinquedos caros, com alta tecnologia ou muito elaborados são "bons brinquedos", eu convido a lembrar a própria infância e investigar se, entre os brinquedos favoritos, não estava aquele brinquedinhos meio velho e "sem graça" de pano, madeira, sucata. Pois são justamente esses que conquistam fácil o afeto da criança.

Crianças adoram experimentar, explorar, por isso apertar botoezinhos que fazem tudo por ela pode ser muito limitador (hoje os brinquedos falam, cantam, andam, choram, riem, fazem coco, tem diferentes expressões faciais... o que resta para a criança imaginar?). Isso pode ser especialmente enfadonho para uma criança mais inclinada a tocar que ouvir passivamente: quem já não ouviu ou passou pela experiência de dar um brinquedo caríssimo a uma criança para vê-lo ser desprezado em pouco tempo, ou mesmo ser preterido em favor da caixa de papelão em que veio? Ah, sim, eu já passei por isso. E descobri que errei por ter comprado o brinquedo para mim e não para o meu filho. Pior, há quem compre brinquedos para os outros (verem a marca).

Além disso há um importante dado ambiental: "Se cada criança abaixo dos seis anos recebesse hoje uma versão de madeira de qualidade de um brinquedo de plás­tico que pudesse passar para uma criança mais nova no ano seguinte, o resultado poderia ser uma diminuição de uns 7,7 milhões de plástico enviado para os aterros, por cada ano em que o brinquedo é reutilizado." (Do site Dinheiro e reciclagem)

Soma-se a isso o fato dos brinquedos de madeira não serem tóxicos como o plástico (os bebês podem levar à boca sem problema), não dependerem de pilhas ou baterias, serem mais seguros e duradouros e terem preços acessíveis. São normalmente feitos por mãos, ao menos em algum momento da fabricação, e não só por máquinas. Proporcionam o contato com o orgânico, o natural, e por isso mesmo têm a propriedade de estimular o tato e serem mais agradáveis ao toque que os de plástico (faça a experiência você mesmo! Coloque brinquedos de plástico num saco opaco e de madeira, pano, em outro. A seguir pergunte a uma criança que não sabe o que tem ali dentro qual o melhor de pegar.)

Há pelo menos duas filosofias educacionais que defendem o uso de materiais orgânicos - madeira é um deles - para compôr os brinquedos das crianças.

Montessori
Para a pedagoga cada brinquedo deveria ter uma função educativa e ser estrategicamente deixado ao seu alcance no ambiente a explorar. Assim, os brinquedos fornecem uma imagem concreta dos conceitos - do sistema decimal à estrutura da linguagem -, facilitando a compreensão e desenvolvendo um raciocínio e aprendizado mais agradável. A madeira confere solidez a estas peças de brinquedo.
São formados por caixas para abrir, fechar e encaixar; coleções de cores com vários gradientes; caixinhas de sons; cilindros com diferentes profundidades para encaixar; torres com blocos de múltiplos tamanhos para erguer do maior para o menor; barras com vários comprimentos para pôr em ordem, da mais grossa à mais fina, da mais curta para a mais comprida; outros permitem brincar com pesos, as texturas, formas geométricas, os números e as letras.

Waldorf
Não utiliza materiais artificiais como plástico e aço e evita trabalhar com produtos acabados. Prefere dar à criança um pedaço de madeira para que ela o transforme em brinquedo em vez de comprar um já feito pela fábrica. A criança é quem dá significado ao brinquedo, daí a importância de oferecer brinquedos o mais simples possível para que ela possa exercitar sua capacidade do pensar criativo e formar seu próprio mundo interior, a partir de vivências que tragam em si verdades e conhecimento sobre o mundo. Vale a pena pesquisar sobre a concepção de brinquedo nessa filosofia, onde o brincar é levado muito a sério e procura humanizar o mundo que cerca a criança.


Onde encontrar?
Os materiais específicos dessas pedagogias você vai encontrar com preço saldadinho. Mas basta se informar e procurar, mandar fazer ou fazer você mesmo similares.
É comum achar brinquedos de madeira em centros de artesanato. Aqui pelo Nordeste é o que mais tem em feirinhas para turistas.
Mas se você prefere opções online, tem a La malle magique, A Brinq Mania, a Kits & Gifts, e a Jogos de Minas. Não estou ganhando jabá pra fazer propaganda não, mas se uma dessas lojas quisesse me mandar uns brinquedinhos por indicação, eu aceitaria de muito bom grado kkkkkkkkkkk Sou fã de carteirinha de todas quatro.

Leia mais
Sobre a história cultural do brinquedo.

17 de dezembro de 2010

DVDs para bebês

Uma dúvida comum que muitos pais têm é a respeito do uso de DVDs para bebês. O Mercado está cheio deles, e todos parecem bonitinhos e educativos - pelo menos é o que garante a propaganda. Na última década propagou-se a idéia de que esses DVDs, usando imagnes de bebês, brinquedos e músicas clássicas, seriam um estímulo capaz de transformá-los em pequenos Einsteins. E essa idéia vendeu MUITO. Recentemente, porém, pesquisas indicaram o contrário, que bebês expostos a tais DVDs tinham uma perda considerável no desenvolvimento da linguagem. Tanto que fizeram até um recall nos EUA, convidando os pais que se sentiram enganados pela propaganda a devolverem os DVDs.

E agora? Vamos fazer uma fogueira com os DVDs para bebês?

Vou falar da minha experiência e opinião. Acho que a questão - como sempre, como em tudo que diz respeito a crianças - é o bom senso: saber usar.

Imagine que um amigo lhe chama para ver as fotos que ele tirou na última viagem que ele fez ao exterior, para um lugar que você nunca ouviu falar. Você vai animado, mas quando chega na casa dele ele coloca a fotos para passar no DVD, sai e deixa você lá, sozinho, olhando aquelas cenas sem entender do que se trata. Você pode até achar um ou outro lugar bonito, e certo edifício bem interessante, mas ao final pode ser que nem saiba que lugar era aquele.

Agora imagine que seu amigo se senta ao seu lado e, à medida que as fotos vão passando, ele vai explicando onde as tirou, que prédio é aquele, qual o nome daquele parque, quem são aquelas pessoas na foto e o que estavam fazendo, e conta sobre o roteiro turístico que percorreu, o que as pessoas falaram, e até os detalhes que não aparecem nas fotos. Ao final dessa sessão de fotos você terá aumentado em muito sua cultura e conhecimento de mundo.

Pois o mesmo ocorre com o bebê. Há alguns desses DVDs que vendem a idéia "Compre este DVD e deixe seu filho assistindo enquanto você descansa ou vai fazer alguma coisa". É o caso da marca "DVD do bebê". Veja você mesmo a propaganda. Pois é justamente isso que os especialistas NÃO recomendam. Deixar o bebê olhando e ouvindo um DVD sozinho é tão estimulante quanto seria pra você uma sessão de fotos de um lugar desconhecido sem nenuma orientação. Pode ser que o bebê até goste, assista (já assisti esse e é bonitinho mesmo), mas o que ele de fato estará aprendendo?

Por outro lado, há DVDs como o Bebê Mais, que possuem até um pequeno manual de como usar o DVD, que estimula a assití-lo com os pais, e que estes conversem com o bebê, nomeiem os personagens e suas ações, mais ou menos como se estivessem vendo um livro juntos. Nesse sentido o DVD pode se tornar uma atividade estimulante e educadora tanto quanto qualquer outra em que os pais atuem diretamente. É mais uma brincadeira!

No caso do "Bebê Mais", há a vantagem de ele ser uma produção brasileira, muito bem feita e que se utiliza da cultura do nosso país, tanto em cenas como em músicas. Já o famoso "Baby Einstein" é bem americanizado, e às vezes fica aquela coisa chata (como nos DVD do Barney), em que há uma mistureba indigesta e confusa de inglês com português nas dublagens. Sem falar nos temas: por aqui meus meninos nordestinos não vão utilizar muito o conceito de inverno cheio neve que eles elaboraram. Mas para quem está utilizando o Programa de Idiomas ou Bits do Doman pode ser útil...

Outra coisa perniciosa é que TODAS as músicas da coleção Baby Einstein são tocadas no estilo "caixinha de música", alegando que seu som é apropriado para os ouvidos sensíveis do bebê. Particularmente discordo. O bebê deve ter experiências sonoras com os mais variados timbres. Da mesma forma como deve experimentar diversas texturas táteis, também deve experimentar texturar sonoras, devendo-se evitar apenas sons muito fortes para não assustá-lo. CDs tipo"caixinha de música" são bem-vindos sim, mas não se deve restringir toda a música que escutam a esse único timbre instrumental, pois até eles ficam entediados. Especialmente quando se trata de apresentar a obra de mestres como Mozart ou, pior, Beethoven, cuja genialidade estava justamente em utilizar os diversos timbres instrumentais para provocar efeitos musicais fantásticos. Os bebês merecem ouvir isso com instrumentos "de verdade". E há músicas apropriadas em todos os estilos eruditos: clássicos, românticos, impressionistas (nesse há muitos!), e até conteporâneos, por que não? Um exemplo de DVD maravilhoso nesse sentido é o "Baby IQ", que utiliza uma orquestra de verdade para apresentar lindas músicas aliadas a imagens inteligentes.

O segredo de todo aprendizado dos bebês está na AFFETIVIDADE. Eles aprendem tudo e aprendem melhor quando os pais estão junto e depositam emoção e amizade naquilo que ensinam. Não adianta comprar um super brinquedo caríssimo ou um DVD super elaborado e deixar o bebê sozinho com aquilo - BEBÊS "APRENDEM COM", ou seja, precisam necessariamente de um vínculo afetivo para desenvolver a vontade de aprender.

Leia AQUI uma matéria bem interessante sobre o assunto.

16 de dezembro de 2010

Como ensinar o programa de leitura - diferenças entre o método familiar e escolar

Durante muito tempo tive dúvida sobre como ensinar o método Doman de leitura porque percebia que alguns faziam de uma forma, outros de maneira distinta. Consegui descobrir o porquê lendo o material do Vegakids, que explica pormenorizadamente o método e sua adaptação para a escola. No caso deste blog adotarei o método escolar, pois é nele que quero me especializar. Mas cabe a cada pai e mãe decidir dentro daquilo que lhe parecer mais conveniente. Uma coisa é certa: ambas as variações fazem efeito, de formas diferentes mas fazem. E se você inventar outra variação é provável que faça efeito também. O importante é captar a essência do método e persistir dentro das suas possibilidades. Se você for muito rígido consigo mesmo tenderá a cansar ou pior, cansar a criança, que nunca pode ser forçada a aprender, tem que ter interesse e alegria no aprendizado. Falaremos sobre isso adiante, por enquanto nso concentremos em ENTENDER como funciona.

Segue uma livre-tradução do texto da Vegakids.

PROGRAMA DE LEITURA - MÉTODO GLENN DOMAN

Como se ensina:

A) ADAPTAÇÃO PARA O AMBIENTE ESCOLAR

Ensina-se cinco grupos de cinco palavras cada um, cada grupo formado de uma categoria distinta (veja post sobre categorias aqui), empregando a mesma técnica dos Bits de inteligência, mas é melhor fazê-lo de forma paulatina e da seguinte maneira:

Uma semana antes de começar, escolha um grupo de cinco palavras do vocabulário básico pertencente a uma mesma categoria e avise às crianças com alegria e entusiasmo que você vai ensinar um um jogo maravilhoso de palavras mágicas, que irá trazer na próxima semana.

1ª SEMANA: Comece na segunda-feira seguindo os seguintes passos:


1.- Elimine toda distração possível: escolha um lugar da sala sem posteres, nem estantes, nem janelas, nem nenhum elemento que possa desviar a atenção das crianças.


2.- Crie um ambiente lúdico de grande expectativa e entusiasmo, e adverta às crianças que para jogar esse jogo de "palavras mágicas", elas tem que se manter em silêncio, pois não podem fazer perguntas nem comentários até que se lhes haja ensinado todas as palavras que você tem em mãos. Encontre uma maneira divertida de conseguir manter o silêncio e a atenção, por exemplo, fale baixinho, quase como contando um segredo: "Este é um jogo mágico, e vocês precisam ficar em silêncio para que a mágica aconteça!"

3.- Anuncie o começo da sessão com entusiasmo e leias a palavras uma atrás da outra, à medida que as ensina com a maior rapidez de que seja capaz, de maneira que não demore mais que um segundo por palavra e sem deixar nenhum intervalo de tempo entre uma palavra e outra (como são cinco, você não deve demorar mais que 5 segundos). Faça-o:

- Com voz muito alta e clara
- Com entusiasmo e alegria
- Tentando expressar o gosto pela leitura
- Colocando cada palavra na posição correta e deixando-a fixa diante dos olhos das crianças enquanto as lê (estímulo estável), durante não mais que um segundo (estímulo breve).


Ensaie várias vezes antes de fazê-lo com as crianças, até que haja adquirido a rapidez necessária pois uma das regras principais da eficácia do método é a brevidade. E quanto mais breve o estímulo, melhor se capta. Importantes pesquisas sobre a capacidade da memória visual tem demonstrado que esta é mais fiel e mais firme se os estímulos são tão breves quanto um piscar de olhos.
Não é necessários que as crianças fiquem hipnotizadas, basta que olhem de relance.

4.- Termine sempre falando comas crinaças com expressões festivas, ou fazendo comentários que reflitam a alegria e o interesse pela leitura, deixando que as crianças tambémo façam. Não use sempre as mesmas expressões para não mecanizar o jogo de palavras. Deixe espaço para a espontaneidade e a criatividade.

5. - Repita a sessão três vezes ao dia, durante os cinco dias letivos da semana (15 vezes ao total). Na sexta-feira, guarde esse grupo de palavras pois voltará a utilizá-lo mais tarde, para o jogo de fazer frases.

Deixe um intervalo de pelo menos meia hora entre uma sessão e outra.

2ª SEMANA:

Na semana anterior eleja dois grupos novos de cinco palavras do vocabulário básico cada um. Cada grupo pertence a uma categoria distinta.

Ensine cada como como você fez na primeira semana.

Entre um grupo e outro você pode deixar uns instantes para partilhar com as crianças quão maravilhoso foi ver as palavras e falar do bem que as fez. Também pode responder a suas pergutnas ou fazer outra atividade como ensinar um grupo de bits, um exercício físico, etc. Se as crianças não perderam o interesse e continuam motivados passe ao segundo grupo de palavras depois de um ou dois segundos de expressões festivas e elogios.

3ª SEMANA:

Igual à anterior, mas com três grupos ao invés de dois.

4ª SEMANA:

Igual à anterior mas com quatro grupos ao invés de três.

5ª SEMANA E SEGUINTES:

Na semana anterior escolha 5 grupos novos de 5 palavras cada um, cada grupo pertencente a uma categoria diferente e comece na segunda-feira a ensiná-los 3 vezes ao dia durante os cinco dias da semana.


B) PROGRAMA FAMILIAR

A técnica exposta aqui é uma adaptação para a Escola da técnica do método familiar que introduz um novo grupo de palavras cada dia (para que todos os dia haja uma novidade) e o retira depois de cinco dias.

1º : Ensine um grupo de uma categoria

2º dia: Como o 1° mas agora ensine também outro grupo de cinco palavras de outra categoria.

3º dia: Como o 1º e 2º adicionando outro grupo de 5 palavras de outra categoria

4º dia: Como o 1º, 2º e 3º adicionando outro grupo de 5 palavras de outra categoria

5º dia: Como o 1º, 2º, 3º, 4º adicionando outro grupo de 5 palavras de outra categoria

dia : Como o 5º mas substituindo o grupo do 1° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

dia: Como o 6º mas substituindo o grupo do 2° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

dia : Como o 7º mas substituindo o grupo do 3° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

dia: Como 8º mas substituindo o grupo do 4° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

10º dia: Como 9º mas substituindo o grupo do 5° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

11º dia: Como 10º mas substituindo o grupo do 6° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

12º dia : Como 11º mas substituindo o grupo do 7° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

13º dia: Como 12º mas substituindo o grupo do 8° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

14º dia: Como 13º mas substituindo o grupo do 9° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

15º dia : Como 14º mas substituindo o grupo do 10° dia por outro da mesma categoria ou de outra.

E assim sucessivamente.

Desta forma:

-A partir do 5º dia sempre se ensinam a cada dia, 25 palavras divididas em 5 grupos, cada um de uma categoria diferente.

- Cada grupo é ensinado durante 5 dias, 3 vezes ao dia, quer dizer, 15 vezes no total.

- A cada dia adiciona-se um grupo novo e retira-se aquele que já esteve durante 5 dias. [No livro "Como multiplicar a inteligência do seu bebê", Glenn Doman recomenda que se retire uma palavra antiga, que já foi vista por cinco dias, e se adicione uma palavra nova EM CADA GRUPO, fica a seu critério a escolha - Nota da tradutora]

Esta técnica perde a efetividade na escola por causa da ruptura que pressupõem os dias letivos. Na técnica escolar, são introduzidos 5 grupos novos a cada segunda-feira, com o que se sacrifica a norma da novidade durante o restante dos dias da semana, em troca de ganhar em efetividade. Mas a filosofia do método familiar na qual se insitiu nos Bits de inteligência há de ser a mesma para o método escolar pois do contrário não se alcancariam os objetivos desejados.

11 de dezembro de 2010

Bits de inteligência - Categorias

Uma categoria é um conjunto de Bits com características comuns, por exemplo, raças de cachorros. Hão de ser o mais concretas possível. Assim, por exemplo, ao invés de "mamíferos", é preferível "mamíferos herbívoros da África".

O agrupamento dos Bits em categorias favorece a formação de conexões neurológicas, redes de informação no cérebro, que constroem a inteligência e desenvolvem o pensamento e a criatividade.

Ensinar os Bits por categorias acostuma as crianças a serem ordenadas e precisas, a fixarem-se nas características que diferenciam umas coisas das outras para podê-las identificar e agrupar ou separar.

As categorias se classificam segundo o ramo de conhecimento a que pertencem:

- Zoologia
- Botânica
- Fisiologia
- Tecnologia
- Física e Química
- Matemáticas
- Geografia
- História
- Arte
- Literatura
- Música

Dentro de cada um desses ramos é preferível eleger as unidades básicas de informação que as crianças vão precisar na Educação Infantil, Fundamental e Médio para prevenir um excessivo esforço de memorização. Agora seu cérebro possue uma gande capacidade de memorização que irá diminuindo com o tempo.

Além disso, ao escolher as categorias você pode levar em conta:

- O interesse das crianças
- O interesse dos professores
- O ambiente ao redor: tipos de árvores, flores, animais, raças de animais, monumentos, etc. do lugar em que vivem.
- O material e o tempo dos que se dispõem a preparar os Bits.

Nota: Se você usa Bits comprados ou baixados de outra pessoa, o melhor é refazer as categorias para que sejam mais específicas para a sua realidade.

EXEMPLOS

Idéias para fazer categorias das diferentes matérias de conhecimento e para fazer Bits das mesmas:

Zoologia:

- Categorias de animais por famílias. Ex.: raças de gatos, cachorros, cavalos, tartarugas, mariposas, etc., peixes marinhos, peixes de água doce, insetos.
- Categorias de animais por continentes: animais típicos da América do Norte, América do Sul, África, ÁSia, Europa, Oceania, ANtártida. Pode-se tornar estas categorias mais concretas especificando se são aves, mamíferos carnívoros, mamíferos herbívoros, marsupiais, répteis ou peixes.
- Categorias de características de animais: filhotes, tipos de ovos, bicos, asas, garras, patas, etc.

Botânica:

- Categorias de plantas: plantas de hortaliças (ainda que a hortaliça seja conhecida a maioria das crianças não conhecem a planta), plantas de legumes, plantas medicinais, etc.
- Categorias de árvores: frutíferas, ornamentais, etc.
- Categorias de plantas e árvores agrupadas com critérios geográficos (por continentes ou países), ou botânicos (ordem, família, classe, etc.)
- Categorias de características das plantas e árvores: hortaliças (não conhecidas pelas crianças), frutos carnosos (não conhecidos), frutos secos (não conhecidos), legumes (não conhecidos), folhas, flores, etc.

Fisiologia:

- Sistemas do corpo humano
- Órgãos
- Ossos
- Músculos
- Células
- Anatomia animal

Tecnologia:

- Ferramentas
- Barcos
- Aviões
- Foguetes
- Invenções (não conhecidas)
- Inventores
- Alfabeto morse

Geologia:

- Minerais
- Rochas

Química:

- Elementos do Sistema Periódico por grupos
- Os símbolos dos elementos
- Químicos

Física:

- Unidades de medida e seus símbolos
- Físicos

Astrologia:

- Elementos do universo
- Tipos de galáxias
- Galáxias
- Constelações
- Sistemas planetários
- Planetas do Sistema Solar
- Satélites dos planetas

Matemática:

- Números
- Símbolos dos números
- Operações
- Séries
- Figuras geométricas: planas, volumétricas, etc.
- Elementos de cada figura geométrica, áreas, volúmes
- Matemáticos

Geografia:

- Continentes: O contorno de cada continente sem maiores detalhes sobre fundo braço, coloridos de vermelho ou cada continente de uma cor usando, por exemplo, os aros olímpicos.
- Países de cada continente: contorno de cada país colorido de vermelho ou da cor que se coloriu o continente no mapa mundi. Atividade complementar: jogar um quebra-cabeças das nações do continente e reconhecer os países pelo tato, tocando seus contornos.
- Comunidades autônomas
- Estados de um país
- Planisfério
- Oceanos do mundo: seus contornos coloridos de azul no planisfério terrestre
- Rios brasileiros: pintados de vermelho no mapa do Brasil ou se apresenta simplesmente a linha do rio sem nenhum outro contexto.
- Afluentes de cada rio
- Formas de relevo (acidentes geográficos: montanha, vale, deserto, etc.)
- Formas de relevo do Brasil
- Mares do mundo
- Principais rios do mundo ou de cada continente
- Desertos del mundo ou de cada continente: localização ou imagem
- Cordilheiras do mundo ou de cada continente: localização ou imagem
- Vales: Localizacção ou imagem
- Vulcões
- Lugares pitorescos de cada continente ou país: imagens de montanhas, desertos, vales, florestas, cataratas, vulcões rios, etc.
- Bandeiras e símbolos.
- Brasões de países, estados, cidades.

História:

- Personagens importantes do Brasil e do mundo: reis, presidentes, ministros, militares, nobres, etc.
- Heróis
- Descobridores
- Conquistadores
- Quadros de importantes feitos históricos
- Vestígios de grandes civilizações: Pérsia, Grécia, Roma, China, Astecas, Maias, etc.
- Povos da Terra (pigmeus, bosquímanos, beduínos, etc.) e seus objetos.
- Trajes regionais, trajes de época, uniformes, etc.

Arte:

- Arquitetura: igrejas, catedrais, castelos, arcos, pontes
- Esculturas: de um artista determinado, de uma época, de um estilo
- Pinturas: preferencialmente de um mesmo autor ao invés de épocas ou estilos
- Monumentos de uma cidade
- Retratos de artistas: arquitetos, escultores, pintores (não autoretratos)
- Autores , diretores, atores e atrizes de Teatro e Cinema

Literatura:

- Escritores brasileiros: de cada época o estilo
- Escritores estrangeiros: de cada país
- Poetas brasileiros e estrangeiros
- Autores de literatura infantil
- Grandes personagens da literatura universal
- Personagens e cenas da literatua através das pinturas e esculturas do grandes gênios
- Mitologia

Música:

- Símbolos musicais (pentagrama, clave de sol, de fá, mínima, semínima, etc.), notas musicais, pausas, escalas e arpejos, etc.
- Instrumentos musicais: visuais (bits) y sonoros (2 bem diferentes por semana)
- Compositores brasileiros e estrangeiros, de cada umdos estilos, regentes de orquestras, intérpretes, etc.
- Músicos e intérpretes de ópera, jazz, rock, folk, etc.
- Teatros de ópera, auditórios.
- No programa de leitura: palavras próprias da linguagem musical e os nomes vistos nos Bits de música.

Nota: partindo de outros pessupostos teóricos acho importante que todos os bits musicais sejam exemplificados sonoramente quando possível. Por exemplo, não é possível ouvir o conceito de clave de Sol, mas de um crescendo sim. A criança deve ter o máximo de experiência sonora para compor um bom repertório intelectual, não apenas de conhecimento cultural para analisar e contextualizar músicas, mas de vivência que a possibilite criar e expressar-se musicalmente. (nota de minha autoria)

Esportes:

- Esportes e seus objetos característicos (bola, chuteira, trave, campo)
- Desportistas
- Estádios olímpicos, etc.

Obs.: Perceba que enquanto o programa de leitura dá preferência a palavras e categorias conhecidas da criança, o programa de Bits de Inteligência privilegia categorias ainda não conhecidas, justamente para aumentar sua cultura.

Bits de Inteligência - Definições e regras para ensinar

(Traduzido de "LOS MÉTODOS PARA EL DESARROLLO DE LA INTELIGENCIA DE LOS INSTITUTOS PARA EL DESARROLLO DEL POTENCIAL HUMANO DEL DR. GLENN DOMAN APLICADOS A LA ESCUELA")

NOÇÃO DE BIT

Um Bit de Inteligência é qualquer estímulo ou dado símples e concreto que o cérebro possa armazenas por uma das vias sensoriais:

- auditiva: uma palavra, uma nota musical;

-visual: uma palavra escrita, uma imagem ou desenho de um só objeto, animal, pessoa, monumento, uma nota musical escrita num pentragrama;

- táctil: sensações táteis de forma, textura, peso de um objeto;

- olfativa;

- gustativa.


São Bits de Inteligencia os estímulos dos três métodos de multiplicação da inteligencia de Glenn Doman:

- Cartões ou Bits de Leitura;

- Bits de Conhecimento Enciclopédico ou Bits de Inteligência propriamente ditos: cartões com uma imagem em cujo verso se indica o nome e o Programa de Inteligência (características e informações sobre ele - N.T.);

- Cartões ou Bits para ensinar Matemática.

Estes são Bits visuais acompanhados de Bits auditivos: o estímulo visual é a imagem que ensinamos às crianças e o estímulo auditivo é o nome da imagem que lhes dizemos ao mesmo tempo que mostramos a imagem.

A partir de agora, ao falar de Bit de Inteligência estaremosnos referindo a um Bit de Conhecimento Enciclopédico.


CATEGORIAS DE BITS DE INTELIGENCIA:

Uma categoria é um conjunto de Bits com características comuns, p. ex. raças de cachorros. Hão de ser o mais concretas possível. Assim, ao invés de mamíferos, é preferível "mamíferos herbívoros da África".

O agrupamento dos Bits em categorias favorece a formação de conexões neurológicas, redes de informação no cérebro, que constroem a inteligência e desenvolvem o pensamento e a criatividade.

Ensinar os Bits por categorias acostuma as crianças a serem ordenados e precisos, a fixarem-se nas características que diferenciam uma coisa das outras para poder identificá-las e agrupá-las ou separá-las.


As categorias são classificadas segundo o ramo de conhecimento a que pertecem:

- Zoologia
- Botânica
- Fisiologia
- Tecnologia
- Física e Química
- Matemática
- Geografia
- História
- Arte
- Literatura
- Música

Dentro de cada um destes ramos é preferível escolher as uniaddes básicas de informação que as crianças vão estudar na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio para evitar um esforço excessivo de memorização. Agora seu cérebro possui uma grande capacidade de memorização que irá diminuindo com o tempo.

Além disso, ao escolher as categorias você pode levar em conta:

- O interesse das crianças;
- O interesse dos educadores;
- O ambiente: tipos de árvores, plantas, flores, animais, raças de animais, monumentos, etc do lugar onde vivem;
- O material e o tempo de que dispõem os que vão elaborar os Bits.

Nota: Se você usar os Bits de alguma editora, livro ou revista, refaça-os para que sejam mais específicos.

Leia ESTE POST sobre categorias.

COMO ENSINAR:

Uma semana antes de começar, escolhe-se cinco grupos de cinco Bits cada um (ainda que se possa escolher entre 4 a 10 Bits), cada grupo pertencente a uma categoria diferente, e, se possível, cada uma de um ramo diferente de conhecimento. Avise que você vai ensinar um novo e mágico jogo que começará semana que vem. Comece na segunda-feira seguindo os estes passos:

1.- Elimine toda possível distração: escolha um lugar da sala de aula sem pôteres, nem estantes, nem janelas, nem qualquer outro elemento que possa desviar sua atenção;

2.- Crie um ambiente lúdico de grande expectativa e entusiasmo, e adverta às crianças que para jogar esse jogo de "palavras mágicas", elas tem que se manter em silêncio, pois não podem fazer perguntas nem comentários até que se lhes haja ensinado todas as palavras que você tem em mãos. Encontre uma maneira divertida de conseguir manter o silêncio e a atenção, por exemplo, fale baixinho, quase como contando um segredo: "Este é um jogo mágico, e vocês precisam ficar em silêncio para que a mágica aconteça!"

3.- Anuncie o começo da categoria com entusiasmo e leia o nome do Bit um depois do outro, à medida que as ensina com a maior rapidez de que seja capaz, de maneira que não demore mais que um segundo por palavra e sem deixar nenhum intervalo de tempo entre um Bit e outro (como são cinco, você não deve demorar mais que 5 segundos). Faça-o:

- Com voz muito alta e clara
- Com entusiasmo e alegria
- Tentando expressar o gosto pela que está ensinando (Ainda que vocênão goste de matemática)
- Colocando cada Bit na posição correta e deixando-o fixa diante dos olhos das crianças enquanto diz seu nome (estímulo estável), durante não mais que um segundo (estímulo breve).

Ensaie várias vezes antes de fazê-lo com as crianças, até que haja adquirido a rapidez necessária pois uma das regras principais da eficácia do método é a brevidade. E quanto mais breve o estímulo, melhor se capta. Importantes pesquisas sobre a capacidade da memória visual tem demonstrado que esta é mais fiel e mais firme se os estímulos são tão breves quanto um piscar de olhos.
Não é necessários que as crianças fiquem hipnotizadas, basta que olhem de relance.

4.- Antes de ensinar o segundo grupo de Bits você pode reservar alguns instantes para compartilhar com as crianças a maravilha que tem sido ver esses Bits e falar do bem que isso tem feito: "Que bonito!", "Você tem jogado muito bem!". Tambem aprovete para responder suas pergutnas ou fazer outras atividades como ensinar cartões d eleitura, um exercícico físico, etc. Se as crianças não perdeream a atenção e continuam motivados, passe discretamente para o segundo grupo de Bits.

5.- Ensine da mesma forma os outro 4 grupos de Bits:

6.- Termine sempre falando comas crinaças com expressões festivas, ou fazendo comentários que reflitam a alegria e o interesse pela leitura, deixando que as crianças tambémo façam. Não use sempre as mesmas expressões para não mecanizar o jogo de palavras. Deixe espaço para a espontaneidade e a criatividade.

Este processo se constitui uma sessão.

Repita a sessão 3 vezes ao dia durante os 5 dias letivos da semana (15 vezes ao total) e na sexta-feita guarde estes cinco grupos de Bits que vocÊ voltará a usar mais tarde para o Programas de Inteligência.

Normas e comentários:

Antes de cada sessão emabaralhe os Bits dentro de cada grupo e mude a ordem em que apresenta os grupos.

As sessões devem estar separadas por um intervalo de, pelo menos, meia hroa.

Antes da segunda-feira seguinte, escolha outros cinco grupos de Bits diferentes dessas mesmas categorias ou de outras, se já não há mais cartões nessas categorias, e na segunda-feira ensine os 5 grupos novos 3 vezes ao dia, durantes os 5 dias letivos da semana, e retire-os na sexta-feira. E assim sucessivamente todas as semanas.

Não ensine nenhum Bit mais que estas 15 vezes (3 vezes ao dia durante 5 dias). Desta forma você estará repetindo os estímulos o número de vezes necessário para que sejam bem gravados sem aborrecer as crianças com mais repetições que as necessárias. Não obstante, algumas crianças podem precisar menos e deixam de vê-los no terceiro ou quarto dia na última sessão do dia.

Você pode introduzir o programa o programa de Bits paulatinamente, por exemplo:

1ª semana: Ensine as crianças o jogo de sentar e ficar em silêncio
2ª semana: Ensine 1 grupo de 5 Bits de 1 categoria
3ª semana: Ensine 3 grupos.
4ª semana e seguintes: Ensine 5 grupos.

Nunca teste as crianças. Confie que eles aprendem o que você ensina pois você está ensinando na forma correta. Se quer saber em algum monento ( nomáximo 4 vezes por ano) se tudo vai bem, você pode fazer com que escolham entre dois Bits como umjogo e tendo o cuidado de que não sintam que estão sendo testados. Se acertarem, elogie muito, se têm dúvida, diga a resposta e se não acertam a resposta, corriga de forma positiva: "É este aqui, não é verdade?"

Todas as crianças precisam ver os Bits a uns 50cm para que a intensidade do estímulo seja ideal. Se isto não é possível você pode optar por uma das seguintes soluções:

- Aumentar o tamanho das imagens (usando projetor)

- Ensinar por grupos (de não mais que 15 crianças). Neste caso, coloque as crianças o mais juntos possível em filas de alturas diferentes (sentados, de joelhos, de pé) para que todos tenham uma boa visibilidade e mudar a posição das crianças a cada sessão.

- Ensinar toda a classe (colocando as crianças como descrito acima), tendo em conta que o programa perde a eficácia pois o estímulo perde a intensidade.

Se deseja conhecer o grau de efetividade do método, invente umjogo em que cada criança deve escolher entre duas palavras que você tenha ensinado na semana anterior (a criança não deve ter faltado nenhum dia da semana):

- Se acerta, elogie efusivamente.

- Se alguma tem dúvida, diga qual é o cartão correto antes de 10 segundos.

- Se alguma criança não acerta, diga-lhe qual éo correndo fazendo-a entender que ela o sabia: "É este, não é? Muito bem, aqui se diz..."

Você não está testando a criança, mas sim o grau de efetividade do método na circunstância concreta de não estar conseguindo a intensidade ideal. Portanto, faça isso de modo que a criança desfrute de um jogo, e não se sinta examinada.

Busque sempre o momento oportuno em que as crianças estejam tranquilas, descansadas e seja mais fácil captar sua atenção. Enquanto ensina as palavras você deve estar atento a todos eles para controlar a ordem, deixar mais ou menos intervalo de tempo entre um grupo e outro e observar se escolheu um bom momento. Se não, deixe o jogo de palavras antes que eles queiram deixá-lo.

Adapte o programa ao ritmo daclasse: mais ou menos grupos de Bits e mais ou menos Bits em cada grupo. Você tem que ensinar menos bits do que eles queiram ver e assim fazer com que sempre queiram mais.

Se não consegue captar a atenção das crianças, tente passar as imagens mais rápido, buscar outro momento, usar Bits mais chamativos com nomes mais difíceis. Se ainda assim continua tendo problemas, leia a bibliografia de Doman [Veja sugestões de livros ao lado - N.T.], tanto na parte filosófica como técnica para descobrir oq ue você está fazendo errado.

Nota: A técnica exposta aqui é uma adaptação para a escola do método familiar, que introduz um grupo novo de Bits a cada dia (para que todos os dias haja uma novidade) e os retira depois de cinco dias. Esta técnica perde a efetividade na escola por causa da ruptura que pressupõem os dias letivos. Na técnica escolar, são introduzidos 5 grupos novos a cada segunda-feira, com o que se sacrifica a norma da novidade durante o restante dos dias da semana, em troca de ganhar em efetividade. Mas a filosofia do método escolar e familiar é a mesma, pois do contrário não se alcancariam os objetivos desejados.

10 de dezembro de 2010

Livrinhos método fônico

Afora toda a discussão sobre qual a melhor forma de se alfabetizar crianças, o método fônico tem sido usado em associação por muitas pessoas que usam o método Doman, e isso tem dado bons resultados. Na realidade hoje raramente uma professora utiliza apenas um ou outro método. O Construtivismo tem muito a colaborar com o ensino/aprendizagem, e acredito ser totalmente viável utilizar o método fônico dentro de uma orientação construtivista, ou seja, levar em consideração a realidade da criança e o seu prazer em construir o conhecimento. Um pouco de flexibilidade, para mim, encerra a questão.

Para quem já se decidiu pelo método fônico os livrinhos abaixo podem ser bastante úteis. Não precisa ler tudo, nem todos os dias, mas de vez em quando imprimir um e dar para criança pintar, ler e brincar, pode ser uma interessante ferramente didática. São histórias curtas, com frases pequenas e alguns símbolos, que podem ser pinçadas a propósito de um novo bit de inteligênica (por exemplo, ler o livro "Arara azul" na semana do bit de aves brasileiras).

Uma coisa é certa: fui alfabetizada pelo método fônico e ele de forma alguma me tirou o prazer de ler, justamente pelo contrário...

BAIXAR AQUI
122MB
senha: estimulandomeusfilhos

7 de dezembro de 2010

Programa de leitura - categorias de palavras e vocabulário básico

Uma categoria é um conjunto de palavras com significados relacionados:

1 - Substantivos:

- Familiares: mamãe, papai, avô, avó, irmão, etc.
- Os nomes das crinças da sala de aula e dos professores
- Partes do corpo
- Roupa
- Brinquedos
- Outras coisas da criança
- Móveis
- Animais
- Outros substantivos de significado conhecido das crinaças (por exemplo, os de uma categoria de bits já vista, profissões, esportes, etc.)
- Palavras pelas quais estejam especialmente interessadas (por exemplo, desenhos animados ou séries de televisão, cantores, etc.)

2 - verbos no gerúndio e no infinitivo flexionado, a fim de formar frases no segundo passo (Ex.:"Maria está comendo", "João canta", "Mamãe dormiu", etc)

3 - adjetivos:
- Cores básicas
- Termos opostos
- Outros adjetivos de significado relacionado

4 - adverbios

etc.

Dentro de cada categoria as palavras se agrupam de 5 em 5 (igual aos Bits), atendendo a critérios semânticos sempre que possível (exceto para eleger as palavras do vocabulário básico, que serão eleitas das palavras de uso mais frequente pelas crianças), Por exemplo:

- Na categoria de verbos (andando, passeando, caminhando, correndo, saltando)

- Na categoria de adjetivos (alegre, cansado, atento, distraído). No caso dos termos opostos o grupo pode constar de 4 a 6 palavras em lugar de 5 (por exemplo, alto - baixo, largo - estreito)

VOCABULÁRIO BÁSICO

O vocabulário básico consta dos nomes das crianças e mais 50 a 75 palavras que se usam masi frequentemente por eles (substantivos, adjetivos, verbos e advérbios). Na escolha dessas palavras há que se levar em conta que:

- De cada categoria (exceto a dos adjetivos que sejam termos contrários) há que se eescolher um número de palavras que seja múltiplo de 5, pois os grupos são formados tomando-se 5 palavras.

- Essas palavras serão usadas depois para formar os pares de palavras e frases


Para mais sugestões, veja o post sobre categorias de bits de inteligência.

Para saber como organizar as categorias, olhe o post sobre como elaborar uma planilha.

Programa de leitura - Fundamentos

Traduzido do original "EL MÉTODO DE LECTURA DE LOS INSTITUTOS PARA EL DESARROLLO DEL POTENCIAL HUMANO DEL DR. GLENN DOMAN APLICADO A LA ESCUELA"

FUNDAMENTOS DO MÉTODO:

- Científicos (neurológicos): Do ponto de vista científico (neurológico), a Educação consiste no estabelecimento de conexões neurológicas que determinam a inteligência e posibilitam o conhecimento.

Quanto menor uma criança, maior é seu potencial, pois é mais fácil estabelecer conexões neurológicas. Portanto, é mais fácil ensinar uma criança a ler, quanto menor for a sua idade.

Esta capacidade [de conexões] diminui exponencialmente (muito rapidamente) com a idade e a partir nos 6 ou 7 anos praticamente se perde. Daí a urgência de empregar o quanto antes o programa de leitura.

"Aos dois anos a maioria das crianças completaram um grau de mielização suficiente para poder começar a ler, portanto a aprendizagem da leitura deve começar com essa idade, idependente do que estabeleça a norma vigente" (Dr. Covacs).

Inclusive pode se começar aos seis meses, adaptandoos estímulos à idade da criança.

- Estimulação infantil: Para formar as conexões neurais, a criança deve receber ao seu redor estímulos cuja eficácia depende da clareza, concretude, intensidade, frequência, duração, etc. O método de leitura Doman aplica os estudos e experiências existentes de como hão de ser essas variáveis para que os estímulos sejam o mais eficazes possível.

- Psicologia infantil: Devido a capacidade de aprender e desenvolver a inteligência diminui exponencialmente com o tempo, a natureza dota as crianças de uma grande curiosidade que os leva a preferir aprender a qualquer outra coisa no mundo. Por isso a criança ficará encantada em aprender a ler com este método de leitura, pois está baseado no processo de desenvolvimento de seu cérebro.

Aspectos teóricos:

- A importância da leitura - não alcançar um bom nível de leitura é um fator determinante no fracasso escolar.

- A leitura é uma função cerebral visual separada da escrita (função cerebral manual). Portanto, para ensinar uma criança a ler é absurdo esperar que ela tenha suficiente capacidade manual para escrever, pois esta é adquirida depois da capacidade visual necessária para ler.

- Leitura é uma função cerebral independente da fala. Em igualdade de estímulos, as crianças aprendem a ler mais depressa e melhor que a falar, pois os estímulso visuais da leitura não tem interferências tais como os diferentes acentos de cada uma das pessoas que falam à criança. Portanto para ensinar uma criança a ler não é necessário esperar que esta saiba falar bem. Ademais, o programa de leitura desenvolverá também sua capacidade oral.

- O porquê usar um método global - Quando se começa a ensinar bebês a ler em idade precoce, é necessário adaptar o processo ao desenvolvimento cerebral da criança.

“Começar como alfabeto pode parecer lógico para um adulto, mas para uma criança é uma aberração" (Dr. Covacs). Pois as letras são abstrações que não tem nenhum significado para ela e logo queremos que, ao juntá-las, dê-se conta de que significam algo concreto, por exemplo, "mesa". Estamos seguindo o processo inverso ao que usa o cérebro para aprender e desenvolver.

Por isso o método de leitura Doman é um método global que parte do concreto ( o ensino das palavras que significam algo concreto) até chegar ao abstrato (o alfabeto).

Seu cérebro vai captando muitos dados (palavras) mediante aos quais se estabelecem conexões entra os neurônios que o permitem elaborar leis e generalizações (como se leem as sílabas) e por último chegar à abstração (alfabeto).

Se partirmos das letras estamos partindo de abstrações, portanto, não estamos usando um método baseado na forma em que seu cérebro cresce e aprende, pelo que a tarefa resultará árdua e pesada, e em idade precoce, impossível.

Toda esta informação é mais amplamente tratada nos livros de Glen Domam [ver sugestões ao lado].

"Deixa eu ler, mamãe"

Tudo começou com essa frase.
Meu filho mais velho está perto de completar três anos. O Fará daqui a apenas algumas semanas. Desde ainda bebezinho eu lhe comprava livros e o estimulava a manipulá-los, tomar gosto por eles. Como eu lia sempre pra ele, ele começou a me imitar, folheando as páginas e balbuciando. Veja o vídeo dele "lendo" sua primeira Bíblia, com apenas 11 meses:



À medida que foi crescendo eu continuei a lhe comprar livros que despertassem o interesse, a imaginação, livros interativos, com pop-ups, com encaixes, magnéticos, que formam cenários, com abas para puxar, com sons, texturas, além dos livros "normais" mesmo, com histórias bacanas. Veja aqui como está a biblioteca dele hoje, aos 3 anos (cerca de 100 livros infantis que ele AMA e fazem parte de sua rotina de ir para cama):



Além disso procurava baixar livrinhos na internet, escaneados e disponibilizados por outras mães, e ler para ele em forma de apresentações em Power Point. Todos os dias lia com ele a Lição da Escola Sabatina, que é um programa de histórias bíblica para crianças, e sempre procurei ler as histórias usando os mais diversos tipos de materiais ilustrativos para captar o interesse dele e estimular a imaginação. Veja esse vídeo de uma de nossas lições:



Ele também participa comigo e com o pai de cultos onde lemos livros cristãos, cantamos e oramos juntos. Desde antes de falar cobra de nós que façamos esses cultos. Ele vê em mim e no pai exemplos de pessoas que gostam de ler. E isso também é um estímulo - talvez o principal.

Como sou educadora musical, um dia, procurando material no orkut, encontrei uma comunidade chamada "Como ensinar seu bebê a ler", onde se discutia o ensino de música para crianças pequenas, e eu, claro, tive que me meter para dar minha opinião. Lá encontrei muito material sobre Glenn Doman, que eu só conhecia superficialmente até então, e encontrei também pais dedicados a ampliar a inteligência de seus filhos. A princípio fiquei desconfiada com a idéia - será que eram pais que só queriam transformar seus filhos em macaquinhos de circo para mostrar para os amigos, como aqueles que fazem os filhos decorar centenas de bandeiras ou capitais só para mostrar na TV?

Descobri que não. Que eram pais realmente interessados em fazer seus filhos pessoas mais felizes, e que o material de Glenn Doman é algo sério, muito embora ainda olhado com muito preconceito por parte dos mais diversos profissionais, apegados às idéias tradicionais de ensino de crianças pré-escolares. Resolvi pesquisar e experimentar por mim mesma. Fiz alguns power points e comecei a usar com meu filho mais velho. O interesse dele foi imediato. Incrementei o jogo de palavras com estímulos sonoros e ele mesmo me cobrava todos os dias que queria "ver as letras".

O primeiro resultado que notei foi um aumento significativo do seu vocabulário. Justamente as palavras que usava nas apresentações. E cresceu também o interesse dele em ler tudo que lhe passasse pela frente: placas, outdoors, rótulos... como só sabia as letras do alfabeto, ele soletrava as palavras e começou a inventar histórias para seus livrinhos, com frases cada vez mais elaboradas. Tudo isso muito rapidamente. O vídeo abaixo não tem nada a ver com o método Doman, mas dá idéia da alegria e interesse dele em aprender (2 anos e 2 meses)



Mas então engravidei de novo, tinha uma especialização em Psicopedagogia para terminar e acabei parando de fazer a estimulação com ele. Muito de vez em quando eu revia umas das apresentações antigas, com o maior remorso, porque mesmo sendo antigas ele continuava muito interessado. Algumas vezes ele me pedia e eu, sem tempo, dizia: "Agora não, filhinho...". Isso começou a me incomodar. Negar conhecimento a meu filho começou a me parecer como negar-lhe o pão. Ouvi falar de "aletramento materno"... alimentar a mente da criança, e não apenas o físico. Não quis nem cavocar mais para não me sentir pior, com mais remorso. Estava cansada e sufocada de coisas para fazer. Sempre empurarava para uma ocasião futura a retomada da estimulação.

Agora meu filho mais novo nasceu. Já está com oito meses, e sua mente já começou a absorver tudo ao redor faz tempo. Sinto-me duplamente cobrada. Outro dia, enquanto colocava um DVD para meu filho mais velho ler, ele me pediu a caixa dizendo: "Deixa eu ler, mamãe!". Meu coração ficou pequenininho. Ver ele ali, mexendo na caixa, como se fosse um livro, soletrando as letras, doido para descobrir que palavras eram aquelas, inventando até palavras com sua imaginação sequiosa. Então decidi: vou começar o programa de estimulação pra valer agora. E organizei uma planilha com temas para dar início o quanto antes. Decidi partilhar as experiências neste blog e aproveitar para criar um programa de estimulação musical também com base nas idéias de Glenn Doman, adicionando os conhecimentos teóricos e práticos dos educadores musicais que dão base à Musicalização Infantil.

Quero levar a frente, como projeto de mestrado, a relação entre este programa de estimulação e o desenvolvimento cognitivo das crianças, inicialmente com meus dois filhos, e depois também na prática escolar, com crianças da Educação Infantil.

Há muito para estudar, ler, praticar, e estou aberta a sugestões e críticas de pais e profissionais interessados no assunto. Além da leitura obrigatória dos livros de Doman, acho interessante a leitura de um documento que veio parar em minhas mãos ao acaso, e é uma material valioso, escrito por um dos Instituos especializados em Desenvolvimento Infantil, o Vegakids, na Espanha. Vou traduzindo aos poucos e colocando aqui. O foco é no método pedagógico (para ser utilizado em escolas), mas de grande utilidade para ser usado pelos pais também.

Mãos à obra!