25 de fevereiro de 2011

Coro Infantil - importância e materiais para trabalhar

Um mimo para Arisla e para aqueles que trabalham com coro infantil.

"Não há dúvida de que os pais, e as pessoas responsáveis por crianças, podem contribuir muito para a educação musical das crianças pequenas individualmente em casa, mas está provado que a melhor forma de elas adquirirem competências em audiação preparatória [tipo de musicalização] é em grupo. Com a orientação competente de um adulto, as crianças parecem aprender muito umas com as outras" (Edwin Gordon - Teoria de aprendizagem musical para recém-nascidos e crianças em idade pré-escolar. P. 179)

Tal como outras habilidades cognitivas, a percepção musical da criança deve ser trabalhada em grupo também, imprescindivelmente.

"O Coro infantil trabalha a sensibilidade - afetiva e musical - a capacidade de concentração, desenvolve o raciocínio lógico e a memória. Trabalhar com a música, principalmente em grupos, faz com que as crianças sejam induzidas à ordem, disciplina, organização e ao respeito pelo próximo.

O objetivo do coro deve ser desenvolver na criança a confiança em si mesma ao cantar, adquirindo a técnica necessária para o manejo adequado da voz e valorizando a própria produção vocal e a dos outros; cantar respeitando as diferenças e limitações próprias e dos seus pares, mas também a utilizar o canto como um meio de comunicação.

A vivência musical torna-se algo divertido e agradável para as crianças, as quais aprendem a se comunicar melhor através de diferentes habilidades, estimulando a coordenação motora e a criatividade, abrindo portas para novas informações."

(Adaptação do artigo "Coral Infantil - importância da música para o desenvolvimento dentro e fora da escola" - acessado em 25/02/2011 em http://www.jornalfloresta.com.br/pdf/2010novembro/pg8.pdf)

Uma das principais queixas de regentes de coro infantil é a dificuldade de achar materiais próprios para trabalhar as vozes das crianças. A pesquisa na internet pode ajudar bastante, mas requer tempo e paciência. Por isso eu gostaria de indicar dois ótimos trabalhos:

1 - Um teórico
Apostila em espanhol (mas facilmente compreensível) discorre sobre diversos aspectos do coro infantil, desde a formação do regente, meios de trabalho, orientações sobre as vozes infantis, interpretação, registro, plano de ensaio, sugestões quanto a letra, melodia (tessitura), ritmo , harmonia, metodologia do ensino de canto, classificação vocal, objetivos educacionais, pontos sobre disciplina e algumas partituras (cristãs). Um trabalho muito bem feito e completo.

BAIXE AQUI a apostila "Coros de niños - su formación e trabajo".

2 - Um prático
Muito interessante o trabalho da Telma Chan. Em seu site pode-se ter idéia da vasta experiência criativa dela com os coros infantis.

BAIXE AQUI um de seus livros/CD para coro infantil e não deixe de prestigiar a autora adquirindo mais materiais no site.

6 comentários:

  1. Olá! Adorei ler seu texto! Estou procurando materiais e gente que sente a mesma necessidade que eu em trabalhar com música com crianças, tanto na escola (sou professora), quanto na igreja (sou evangélica). Parabéns por seu trabalho e formação.

    ResponderExcluir
  2. Nossa, vc é de uma alma muito iluminada! Difícil ver as pessoas compartilhar com tanta disposição... Prazer em conhecê-la. Sou regente de coral infantil há 15 anos, quando com certeza ainda não havia material algum, nem ao menos partituras. Penso como vc. Devemos compartilhar para nos fortalecermos nesta atividade tão rica. Hoje estou escrevendo um livro. Tenho 6 CDs gravados com coros. Tenho bastante arranjo, estou começando a dar workshops, mas a minha grande meta para 2012 é finalizar meu livro, com idéias originais, informações colhidas nesses 15 anos de erros e acertos.
    Escreva pra mim! Meu nome é Regina, sou de Bauru/SP.
    Um abço, Regina

    ResponderExcluir
  3. Olá, Regina, muito obrigada pelo comentário! Deixe seu e-mail para nos comunicarmos. Como você, também vou lidar com um coro infantil este ano e também sonho em ter um livro com minhas experiências, mas na área de musicalização em geral. Adoraria conhecer o seu trabalho! Grande beijo!

    ResponderExcluir
  4. Olá Regina, todos bem?
    Fiquei impressionada com o que vi em seu site, e morri de inveja boa de não estar aí com você compartilhando desse trabalho apaixonante que é a trabalhar com crianças, a minha paixão. Pena que eles crescem!!!! KKKK
    Cara amiga, minha escrita é quase que um desabafo triste por ver minha neta com oito para nove anos e não lê. Não é preguiça.
    Os pais, não é que não a amem, mas sinto que poderiam fazer mais por ela, que é um encanto de menina. O pai trabalha nos dois horários e à noite ajuda na casa e aos filhos nos deveres, e a mãe é professora de português e literatura, também trabalha em dois horários e pouco dá atenção aos filhos, vive mais cansada e com isso não se dedica. Estou ficando velha, cansada, mas não desisto dela. Ela é inteligente em tudo. Entende tudo que acontece na aula, nas explicações, só não lê e nem escreve sozinha. Conhece as letras.
    Direcionada pela escola, em 2012 foi parar numa espécie de ONG, mantida pelo Estado, que ainda estava no começo e não foi de muita valia para ela, que repetiu o 3º ano. Claro, sem ler...Lá ela convive com várias crianças e jovens com aparentes problemas neurológicos, cognitivos e ela olha tudo sem nem mesmo entender o que faz por lá. Eles chegaram à conclusão que ela não é autista, nem dislexa. Ela é uma criança normal, com um problema discutível, algum bloqueio? - talvez - que estão tentando descobrir. Este ano, chegou um fono recém-formado e à mando desse fonoaudiólogo, levei-a para fazer testes de audiometria e PAC, ou seja, como ela recebe as informações, para entender a parte cognitiva dela, e saber o que há de errado com ela.
    Quando falamos em ler, ela começa até a suar e apertar os dedos. Quando ela foi para estudar a alfabetização, soubemos depois,já no fim do ano, que o colégio tinha falido. Fizeram até formatura, tiraram fotos, sem a presença das famílias, mas a minha neta e talvez outras crianças também não aprenderam a ler e escrever.
    Hoje, Regina, sou uma avó angustiada para resolver o problema dela, tentando não passar a minha aflição para ela, como se ela própria não fosse aflita.
    Hoje vi este site e pensei "se houvessem pessoas assim tão organizadas e de ótima vontade como você, minha neta certamente se integraria e poderia ter um ótimo começo. Mas como não temos vc aqui. O que me aconselha fazer? Como posso começar do começo a alfabetizá-la? Já ouvi sobre o método Montessori, mas não o conheço. me aconselhe, por favor.
    Grande abraço e espero sua resposta. Virginia Chal

    ResponderExcluir
  5. Regina, de início, meu contato era para lhe pedir arranjo de músicas de Vinícius de Moraes para enviar aos coros infantis que se inscreveram em meu Festival de corais aqui de Alagoas. Depois escrevi sobre minha neta.
    Voltando ao assunto original, lhe peço que, se tiver, me disponibilize as partituras bem rápido, por favor? Muito obrigada e espero sua resposta do email acima. Virginia

    ResponderExcluir
  6. Olá, Virgínia,
    Fiquei comovida com seu comentário, mas tb fiquei confusa. Não sei você o dirigiu a mim, Luciana, a autora do blog, ou se foi à Regina, que comentou aqui.
    Bem, devo dizer que conheço o festival de coros de Alagoas e que sou fã da obra do Maestro Bezerra. Dei uma olhada nos meus arquivos e infelizmente não achei arranjos para coro de Vinícius Moraes.
    Sobre sua neta, é uma situação realmente difícil. Está bem claro que a dificuldade de aprendizagem dela é de fundo emocional. Então o mais correto seria você procurar uma psicopedagoga e uma psicóloga. Esses dois profissonais são os mais indicados para um tratamento eficaz no caso dela, já que os diagnóticos fisiológicos já foram descartados. Você não me disse o resultado do teste de audiometria, acredito que deva ter feito tb um exame com oftalmologista (minha irmã mais velha sofreu anos na escola por causa de deficiência visual). Se realmente qualquer possibilidade física foi descartada e não há evidências de transtornos ou distúrbios mentais, você tem que cuidar das emoções da pequena. Se ela não tiver esse tatamento nenhum método surtirá efeito. O trabalho do psicopedagogo é justamente tornar a aprendizagem interessante para ela, individualmente. Fazer ela perder o medo da leitura através de jogos, brincadeiras, coisas que ela goste e que não a intimidem, sem a pressão no ambiente escolar. Como ela já passou por uma retenção (reprovação), pode ser ainda mais difícil simplesmente tentar fazê-la ler. Antes de mais nada é preciso descobrir o que fez ficar traumatizada quanto a isso, e quebrar essa barreira emocional. Você também pode ajudar fazendo um trabalho bem individual mesmo. Sabe, não tem outro jeito. A única forma eficaz de estimular uma criança é sentando ao lado dela e dedicando tempo pra isso, dedicando atenção e conhecer a forma única daquela criança aprender. Não existem receitas prontas, temos que observar e a partir daí ir buscar coisas que a criança possa gostar para levá-la pelo caminho do aprendizado. Repare no tipo de brincadeira que ela mais gosta e tente achar jogos e brincadeiras que tenham a ver com isso, mas que ao mesmo tempo introduzam a leitura de forma prazerosa, significativa. Use figuras de personagens infantis que ela gosta, brinque com ela de contar histórias a partir de palavras que vocês aprenderam juntas. Torne o aprendizado um processo de encantamento. Eu aqui, de longe, sem conhecê-la, não posso fazer muita coisa, mas por todo amor que senti de sua parte, sei que você pode e vai conseguir. Um grande abraço para vocês duas.

    ResponderExcluir