31 de outubro de 2011

Carimbos para bingo - e outras coisinhas mais

Este post é para minha amiguinha Lorena, que queria um daqueles tubos de fazer pontos com tinta que a gente vê em sites americanos (Do-a-dot ou bingo daubers), fez um orçamento e quase cai para trás kkkkkk

Lembrei desta idéia super legal que a Gisele colocou no site dela (sim, eu já li o Kids in Doors por inteiro e sou fã de carteirinha), e que vale a pena ser relembrado!

Você pode usar garrafas pet pequenas, mas para ficar exatametne com o diâmetro dos pontos das atividades abaixo, eu usei frascos vazios de paracetamol bebê (o genérico mesmo), que é o mesmo diâmetro de frascos de buscopan, berotec, mas o de paracetamol é de plástico. Coloque dois terços de tinta guache e um terço de água, agite. Corte uma espuma em formato circular e com 5mm de espessura aproximadamente. Faça um furo na tampa do frasco (eu usei um prego aquecido no fogão). Passe cola brascoplast nas bordas da tampa (só nas bordas!) e cole a espuma circular em cima. Pronto!



Abaixo, algumas atividades para fazer com o tubinho de tinta bacanérrimo.

Alfabeto:
http://homeschoolcreations.com/files/ABC_Do_a_Dots_A-M.pdf
http://homeschoolcreations.com/files/ABC_Do_a_Dots_N_-_Z.pdf
http://www.earlylearningactivities.com/PDF/alphadoadot.pdf
http://www.makinglearningfun.com/themepages/DoaDotMini-abc-Lowercase.htm (minúsculo)
http://totschool.shannons.org/?page_id=2360
http://www.makinglearningfun.com/themepages/BingoMarkerPages.htm

Cores:
http://www.kiboomu.com/2011/09/26/learn-colors-with-do-a-dot-transportation-worksheets/
http://www.makinglearningfun.com/themepages/DogsColorfulDay-ColorWord-Bingo.htm

Números:
http://www.earlylearningactivities.com/PDF/pompombook.pdf
http://www.makinglearningfun.com/themepages/DoaDotMini-Numbers.htm

Formas:
http://www.earlylearningactivities.com/PDF/sdodots.pdf

Palavras (inglês):
http://www.makinglearningfun.com/themepages/SightWordBingoMarker.htm

Animais e objetos:
http://www.makinglearningfun.com/themepages/DoaDotMiniMarkerPage.htm
http://www.dltk-kids.com/type/bingo_daubers.htm (LINDO esse!)
http://lessonsfromboys.blogspot.com/2010/10/do-dot-fun.html

Outras idéias:
http://charlottesfancy.com/2010/01/18/crafty-monday-bingo-bottles-coffee-filters/

Partes do corpo:
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B5SL4bxqx-MdMzcyYjBlODEtOWEwNi00MThhLWJmZjEtN2YzOWRkOGQyZDYx&hl=en&pli=1


Aproveito para divulgar estas páginas fantásticas que achei na net, cheinhas de atividades para os pequenos (em letramento):

http://www.confessionsofahomeschooler.com/my-printables

http://www.edemberley.com/pages/main.aspx?section=home

http://www.artistshelpingchildren.org/

27 de outubro de 2011

Jogos de tabuleiro para ensinar adição

Uma idéia simples, barata e que que os pequenos costumam adorar: jogos de tabuleiro. Separei dois para postar aqui.

1 - Este veio como parte integrante do livro "Vamos aprender adição", da coleção Disney na sala de aula, da qual eu não canso de fazer propaganda porque é boa mesmo, e Vinícius adora: tem joguinhos, adesivos e sugestões divertidas para despertar o aprendizado. O livro também tem uma versão para meninas com o mesmo conteúdo.

Terminamos o livro esta semana e o "prêmio" foi um jogo de tabuleiro bem interessante:


O tabuleiro é uma pista de corrida. Você pode desenhar numa cartolina ou usar um modelo como este. Os peões são carrinhos, neste caso os personagens de "Cars" impressos frente e verso num pedacinho de papel e dobrados em forma triângulo para ficarem em pé. Eu colei um suporte plástico tirado de brinquedos velhos, mas você pode fazer o triângulo de cartolina para ficar mais forte ou usar carrinhos plásticos, do tipo que se vende para pôr em sacolinha de aniversário, aqueles bem simples. Num espaço do tabuleiro ficam cartões com desenhos de troféu. Noutro espaço, ficam os cartões com as adições, virados para baixo. Se tiver paciência, plastifique tudo com papel contact para ficar mais durável (mas não faça como eu, que comprei um barato e ruim e quase ponho tudo a perder). Par ou ímpar para começar. O jogador tira uma carta de adição e faz a soma: se acertar, anda o número de casas correspondentes ao total, se errar, permanece no mesmo local. Ao passar pela linha de chegada, ele ganha um troféu. Quem ganhar 4 troféus primeiro é o grande vencedor.

O legal que achei neste jogo é que com o tempo a criança, que a esta altura já sabe contar bem e fazer alguns cálculos mentalmente (como é o caso de Vini), agora irá memorizar alguns resultados, o que a prepara para a fase da multiplicação (ah, as tabuadas...). Embora o jogo tenha sido feito para adições, nada impede de fazer cartões com subtrações, multiplicações e divisões.

2 - Este outro é o "Escadas e Serpentes". Você só precisa imprimir, arranjar dois dados (ou fazê-los), peões (gosto de usar tampinhas de remédios - sorine, meu amigão inseparável - como peões: fazia muito isso quando criança, quando eu mesma inventava meus joguinhos de tabuleiro), e sair jogando. Para proteger, coloquei a folha impressa dentro de uma pasta "C" ou pasta "L" (aquelas que parecem saquinhos plásticos). A adição é treinada quando se joga os dois dados para obter o total que se vai andar. Quando o peão cair numa casinha com uma escada, o peão sobe até o outro extremo dela. Quando cair numa casinha com uma cabeça de serpente, o peão desce até a casa onde está sua cauda. Ficou tão legal e Vini gostou tanto que estou pensando em fazer para dar de lemrabncinha de natal aos amiguinhos da escola dele!

(Clique para ampliar)

26 de outubro de 2011

Doman e a filosofia do método materno

O que mais admiro na metodologia Doman de estimulação precoce é que, ao contrário da maioria dos métodos que considera apenas o aspecto neurológico e intelectual da criança, Doman dá muita ênfase ao aspecto afetivo. Tanto que uma das bases de seu pensamento está no que ele chamou de Filosofia do Método Materno, que pode se resumir em sua famosa frase: "As mães são as melhores professoras do mundo". As mães, que costumam ser os seres mais criticados, desvalorizados e desdenhados do mundo, especialmente por teóricos, médicos, cientistas, que costumam torcer a boca para seus arroubos sentimentais e considerar exageradas e imparciais suas opiniões, essas mesmas mães são tratadas com respeito e valor por Glenn Doman.

Então a mãe acha seu filho incrivelmente inteligente vendo detalhes que ninguém mais vê? Ótimo! Ele não dá um sorrisinho complacente de quem diz: "Exageros de mãe coruja". Doman acredita que aquele bebê é mesmo imensamente inteligente e pode aprender coisas incríveis, e incentiva a mãe a continuar achando isso (já que o mundo inteiro está mobilizado para fazê-la desacreditar do potencial de seu bebê). Então a mãe tem uma maneira sentimental de ensinar, entremeando conteúdos objetivos com beijos e abraços a toda hora? Tanto melhor! Doman reforça a necessidade desse tipo de estímulo para a criança desenvolver amor pelo aprendizado. As mães nunca estão satisfeitas com a maneira como os outros cuidam ou educam seus filhos, pois acham que só elas sabem o "jeitinho certo", e só elas percebem que as crianças podem ficar muito melhor do que estão? É isso mesmo! Doman teve a experiência de comprovar que elas estão mesmo certas quanto ao fato de que ninguém melhor que elas pode promover o desevolvimento integral e a melhor educação dos filhos. Ele diz, com propriedade, que não poderia ser diferente pois durante milênios as mães era as únicas pessoas que sabiam alguma coisa a respeito de crianças. De repente, pedagogos, médicos, psicólogos e mais uma frente de especialistas resolveram assumir a posse das crianças, não acreditando que os pais sejam capazes de lidar com elas. "As mães não são o problema das crianças - elas são a solução" (Como multiplicar a inteligênciado seu bebê, p. 140)

Muito embora Doman seja mais associado a técnicas, como os flashcards e outros estímulos com a maior cara de ciência comportamentalista, chegando perto e prestando atenção ao que ele escreve percebemos que ele construiu toda a sua técnica em cima do vínculo amoroso entre pais e filhos como força motriz para tornar eficaz as suas teorias. E eu me curvo diante de um médico e teórico que não endeusa a razão, mas considera o humano como um só ser, onde razão e emoção se complementam, e não se opõem. E fiquei positivamente impressionada de conhecer um homem que, nesses tempos onde tanto se cobra da mulher uma carreira profissional de sucesso fora de casa, ousa respeitar e valorizar as mães que decidem ser mães por profissão, e fazer dessa atividade algo para o crescimento intelectual e emocional conjunto de seu filho e de si mesma. Mais ainda: não discrimina as mães que não podem se dar ao luxo de serem mães em tempo integral pois precisam trabalhar, ou querem uma profissão fora de casa. Ele também se dirige a estas, ajudando-as a pensar em modos de aproveitar da melhor maneira o precioso tempo que elas tem com os seus filhos. A perspectiva de maternidade sugerida por Doman desafia o chavão de que "ser mãe é padecer no paraíso": enquanto muitos encaram a maternidade como hora de parar, Doman aponta para um sentido diferente.

"Eis aqui as nossas jovens mães, no auge de sua vida, não no começo do fim, mas no fim do começo. Elas estão aos 25 ou 32 naos aprendendo a falar japonês, inglês, ler espanhol, tocar violino, fazer natação, indo a concertos, visitando museus, e muitas outras coisas esplêndidas que a maioria de nós sonha em fazer em um futuro distante (que para muitos nunca chega). E o fato de estarem fazendo essas coisas com seus filhos pequenos multiplica a sua alegria. Elas têm um sentido de alto propósito e muito orgulho de suas crianças e da constribuição que estas darão ao mundo. Elas igualmente expandiram e aumentaram seu próprio conhecimento e sentem-se mais confiantes e mais capazes do que antes para começar a en sinar seus filhos. Elas esperavam que seus filhos mudassem, mas ficaram espantadas ao descobrir que seus próprios objetivos e ambições de vida cresceram ao tornarem-se mães profissionais." (Como multiplicar a inteligência do seu bebê, p. 347)

Portanto se você utiliza ou quer utilizar as técnicas de Glenn Doman para estimular seu filho, primeiramente esteja bem consciente do que significa a filosofia do método materno que Doman defende e utiliza como base para seu pensamento. Pergunte-se se você também está crescendo com a decisão de tomar tempo para estimular seu filho. Crescendo como ser humano, não apenas inflando o ego. Pergunte-se se você também está aprendendo e se divertindo com seu filho. Atente para a qualidade do vínculo afetivo entre você e a criança: melhorou? Estão mais próximos e se entendendo melhor? Comunicam-se melhor? Você sente prazer com isso ou apenas quer satisfazer a cobrança de ser a melhor mãe da sala de espera do pediatra? As coisas que você faz pelo seu filho tem aumentado seu conhecimento e sentido na vida?

Perceba que aderir ao método Doman não se trata de fazer cartões com palavras milimetricamente calculados e colecionar o maior número de Bits que você seja capaz. Estamos falando de passar tempo com a criança. Não tem sentido, por exemplo, fazer centenas de cartões e pedir a outra pessoa, mesmo a professora dele, para passá-los para seu filho. Pode até funcionar do ponto de vista meramente neurológico, como funcionaria qualquer esquema de estímulo - resposta bem arquitetado. Mas isso não é Doman. Matricular seu filho em diversos cursos de líguas não é Doman. Deixar o filho fazendo aula de natação e judô com o professor e pegá-lo ao final, não é Doman. Pagar um excelente professor de música ou deixá-lo em tempo integral numa escola com primorosos projetos pedagógicos, não é Doman. Tudo isso pode contribuir bastante para o desenvolvimento cognitivo de seu filho. Mas não tem a ver com a metodologia Doman. Se o número de cursos muito bem pagos determinasse a qualidade do estímulo de uma criança, então só crianças de classe média alta e ricas poderiam receber bons estímulos? Podemos assentir que o dinheiro compre a inteligência? Não é o que Doman prega. Porque segundo esta metodologia, é VOCÊ, pai e mãe, quem deve ensinar a ler, escrever, falar outras línguas, fazer esportes, tocar instrumentos, fazer atividades pedagógicas, descobrir o mundo. Mas como?? Alguém pode se perguntar como fazer isso se não temos formação para tanta coisa diferente? Como vou ensinar judô para meu filho, logo eu , que matava as aulas de Educação Física?

E essa é justamente a questão que eu queria deixar para pensar aqui: o quanto eu estou disposta a aprender, reaprender e sentir de novo vontade de aprender antes de promover o aprendizado do meu filho? Porque Doman defende que é desta minha vontade de (re)descobrir o mundo e aprender coisas novas, que vai partir o maior incentivo para meu filho querer fazer o mesmo. Não há espaço para eu me realizar no meu filho, tenho que realizar COM meu filho. Ao compreender isso, a mãe ou pai que estimula seu filho pela metodologia Doman começará a entender que é o amor que permeia o aprendizado quem irá firmá-lo de maneira inamovível. Pode se rque meu filho até esqueça como se escreve "reveillón". Mas em certo ano novo ele lembrará que estava no meu colo e levou um grande beijo quando descobriu esta palavra pela primeira vez. Pode ser que daqui a dez anos, ele e outros colegas de classe estejam lendo com igual fluência as regras de seus jogos eletrônicos em inglês. Mas fará diferença para sempre o fato de que aprender inglês era um dos momentos de cantar, rir e brincar com a mamãe. Pode ser que ele esqueça até a quantidade de coisas que aprendeu com você (mães quase nunca levam os créditos), mas ele terá certeza do seu amor como algo bem real, concreto e presente. Isso é Doman.
FILOSOFIA DO MÉTODO MATERNO:

(Traduzido e adaptado de "LOS MÉTODOS PARA EL DESARROLLO DE LA INTELIGENCIA DE LOS INSTITUTOS PARA EL DESARROLLO DEL POTENCIAL HUMANO DEL DR. GLENN DOMAN APLICADOS A LA ESCUELA")

Gostaria de insistir em que o aprender a técnica de como fazer e usar os Bits ou qualquer outro método do programa Doman, não é suficiente para que o método funcione. É necessário embeber-se de sua filosofia.

Nossa atitude há de ser de respeito e admiração pela enorme capacidade que possuem as crianças. Todas elas têm potencialmente todos os talentos: linguístico, matemático, musical, físico, etc. Para que sejam uma realidade basta que os adultos os cultivemos, no tempo propício (desde o nascimento) para que floreçam e se desenvolvam; se não fazemos,murcham e morrem.

E a melhor forma de cultivar esses talentos, nós a encontramos nas mães e pais. O mestre japonês Shinichi Suzuki, buscando um método de ensinar crianças a tocarem violino, o achou na natureza: observou com admiração que nenhum professor tem mais êxito que as mães; todos os seus filhos aprendem a falar. Aplicou o método materno a crianças desde os dois anos para ensinar-lhes a tocar violino. OS resultados foram espetaculares.

As características do método materno são:

- O amor incondicional à criança
- A fé em sua enorme capacidade pontecial
- A doçura
- A paciência
- A generosa oferta de estímulos
- A ilimitada oportundidade de progredir
- A alegria e o entusiasmo em relação aos filhos
- O aproveitamento do tempo mais propício: os primeiros 7 anos de vida da criança (Desde o nascimento todas as mães falam com seus filhos como se esses pudessem entendê-las).

É fundamental mostrar admiração, entusiasmo, respeito e uma grande alegria cada vez que a criança nos mostre (por si só, não porque o provemos) o que sabe. Esta é a melhor forma de motivar-lhe e conseguir que aprender seja para ele algo gratificante e divertido.

Pôr em prática esta filosofia será benéfico para a criança, mesmo que nãop coloquemos em prática a técnica dos Bits, porque como disse Doman, "a magia está na criança, e não na técnica".

Dando a seus alunos a oportunidade de desenvolver todas as capacidades quanto lhes seja possível, você lhes estará facilitando o caminho até a felicidade. Entre os testemunhos das mães dos Institutos Doman, um dos mais frequentes é: "meu filho é feliz todos os dias de sua vida".

Para mais informações sobre essa filosofia, fundamentos e objetivos dos métodos Doman, leia os livros desse autor [N.T.:Ver sugestões ao lado, aqui no blog]

21 de outubro de 2011

Homeschooling - Aula de culinária

Mesmo para uma mamãe em tempo integral como eu, às vezes é difícil ter tempo para organizar aulas com tarefas direcionadas, bem planejadas, com materiais separadinhos especialmente para isso. Sim porque, mesmo uma mamãe em tempo integral, como eu, tem casa, marido, roupa, compras domésticas, cozinha, vida social e intelectual e outras coisas para dar conta. Nos dias em que não há como seguir um programa determinado, pode-se aproveitar uma atividade cotidiana para revisar conceitos que estão sendo estudados pela criança. Antigamente as nossas bisavós ensinavam os filhos assim. Nesta experiência, fizemos isso com uma aulinha de culinária para uma criança de 4 anos (adapte a idéia à idade do seu filho).

Fazendo Petit Gateau

Conteúdos abordados:

Higiene
- Antes de tudo é preciso lavar as mãos. Por quê?

Natureza e sociedade:
- De onde vêm o leite?
- E a manteiga?
- E os ovos?
- E o chocolate?
- Animais mamíferos e ovíparos.


Linguagem
- Mostre a embalagem da mistura para bolo e peça para ela identificar palavras que comecem com a letra A, B, C, etc. Há alguma palavra que ela conhece?
- Vamos soletrar o nome da margarina?
- De onde vem o nome Petit Gateau? O que significa? Vamos escrever as letrinhas do nome Petit Gateau? (use um prato com a farinha ou mistura para bolo)


Psicomotricidade
- Ensine como quebrar os ovos. Se cair alguam casquinha não tem problema: tirar a casquinha faz parte do exercício.
- Pincelar as forminhas com manteiga para untar.
- Deixe-a despejar o leite, a mistura para bolo (se a criança for maior e já souber manejar uma tesoura, pode abrir a embalagem também) e mexer a massa com a colher. Fique por perto e não tire o olho!
- Enquanto o bolo está no forno proponha uma ótima atividade sensorial: lavar a louça! Fique por perto e não deixe a atividade ficar cansativa, a idéia não é explorar o trabalho infantil :-)
- Ainda não terminou! Secar com um pano os objetos plásticos.






Matemática:
- Mostre a receita à criança e peça para ela dizer quantos ovos são necessários, quantos ml ou xícaras de leite (se ela puder, deixe que ela separe esses ingredientes), quantas colheres de manteiga. Mesmo que não saiba ler,você pode apontar para o número e perguntar a quantidade.
- Quantas forminhas de petit gateau vamos usar? Conte.
- Já ajudou a lavar e secar a louça? Agora vamos guardar os talheres. Separe e classifique. Depois conte quantos tem em cada compartimento (esta atividade só para crianças acima de 4 anos)




Hora do lanche!

16 de outubro de 2011

Homeschooling - Conceito e discussão

A idéia de homeschooling, ou ensino doméstico, significa que a criança é ensinada em casa, pelos próprios pais ou um responsável sem remuneração ou a necessidade de formação específica para tanto. Muito popular nos Estados Unidos, essa escolha ocorre por diversos fatores, como o religioso (muitos evangélicos e católicos americanos optam por essa forma de educação dos filhos por não achar que o ambiente escolar condiz com seus valores religiosos), pela liberdade de escolher um currículo mais aproximado da situação cultural da criança ou experimentar diferentes metodologias, flexibilidade de horários, mobilidade geográfica, um ensino individualizado que permite avançar ou retroceder conforme as possibilidades apenas da criança, etc. Há também uma corrente chamada unschooling, criada pelo educador John Holt, que defende a ausência de um currículo pré-programado, mas que a criança tenha autonomia sobre a escolha dos conteúdos e metodologias a serem estudados.

A opção por homeschooling não é nova. Na realidade, a Escola é que é uma Instituição recente na História da humanidade. Até a Idade Média, pais e mães assumiam o papel de professores dos filhos ensinando-lhes as técnicas de sua profissão e/ou serviços domésticos. No caso das crianças mais abastadas, era designado um tutor que, depois de passada a primeira infância, ensinava-lhe diversas ciências, como Literatura,Matemática, Astronomia, Física entre outras. "A educação em casa produziu homens como Leonardo da Vinci, Wolfgang Amadeus Mozart, Albert Einstein, Blaise Pascal, Agatha Christie, C.S. Lewis. Além desses, dez presidentes dos Estados Unidos receberam educação escolar em casa" (Júlio Severo)

No caso da Educação Infantil, a idéia de Escola é mais recente ainda. Até o séc. XVIII, a criança nesta idade não era reconhecida como um ser social. As crianças pequenas comiam, dormiam e brincavam junto aos empregados da casa, sem qualquer atenção especial, como se fossem bichinhos de estimação: a eles eram dados os restos. Não havia nem de longe a concepção de Infância tal como a pensamos hoje: as crianças, quando eram retratadas, apareciam como adultos em miniatura.

Entre o séc. XVIII e XIX foi aparecendo um olhar para o desenvolvimento infantil e a pedagogia da primeira infância. E com a Revolução Industrial surgiram as primeiras creches, destinadas a cuidar das crianças pequenas, cujas mães tinham que trabalhar o dia e às vezes a noite inteiros para poder ajudar no sustento da casa. O caráter dessas instituições era meramente assistencial: checar se as crianças estavam limpas e alimentadas (algumas ainda hoje estão paradas no tempo, é verdade). Mas com o grande avanço da Psicologia Infantil e da Pedagogia, tais instituições passaram a adotar um referencial pedagógico, objetivos educacionais, e tem se tornado locais muito bem preparados para educar, cuidar, promover o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo. Pena haver ainda bem forte uma diferenciação social entre creche e berçário: a primeira é para os filhos dos pobres, são as creches públicas, o segundo é para a elite que pode pagar por um programa educacional de primeira linha. Acredite, nem sempre mensalidade alta é sinônimo de qualidade E nem sempre mensalidade baixa ou ausência de mensalidade é sinônimo de má qualidade.

Quando tive Vinícius, meu primeiro filho, decidi que não iria matriculá-lo numa escola antes que ele completasse 5 ou 6 anos, e iria utilizar as técnicas do homeschooling para educá-lo formalmente. Porém, quando ele fez 1 ano e 7 meses eu me vi na situação em que está a maioria das mães hoje em dia: sem babá nem empregada doméstica confiável (na verdade nem uma ruim eu tinha como opção), precisando me ausentar de casa por motivos profissionais, e com a rede social - que antigamente incluía avós, tias, comadres, vizinhas - reduzida aos contatos do facebook e orkut. Ou seja, fui aos prantos matricular meu filho na turma do maternal de uma escola. Passei meses para me recuperar da decepção comigo mesma, até que percebi que ele ía muito bem, obrigado! Estava desenvolvendo feliz e saudável, muito bem adaptado, e eu resolvi que ía parar de me culpar e sofrer, e aprender a também viver feliz com o que a vida me deu. Iria, a partir de então, trabalhar com a escola em co-participação na educação dos meus filhos.

Mas não pensem que desisti de homeschooling! Adaptei a idéia para minha realidade. Nesse meio tempo estudei muito sobre filosofias educacionais e descobri que há uma para cada gosto de cada pai e mãe do mundo, por mais excêntrico que seja. Com respeito especificamente ao ensino doméstico temos algumas considerações:

- A posição oficial do Brasil: é proibido aos pais optar pelo ensino doméstico. Oficialmente, se você deixa de matricular seu filho na escola, especialmente no primeiro ano do ensino fundamental, você pode ser preso pelo crime de abandono intelectual, previsto no art. 246 do Código Penal, que afirma: "Deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa." Essa posição pressupõe que os pais não têm nem o direito nem o dever de assumir a educação intelectual dos filhos, não importa o quão dedicados e capazes eles sejam disso. E não é brincadeira, eles prendem mesmo. Minha irmã, que é assistente social, já fez várias visitas ameaçando prender pais que não matricularam os filhos. E vez ou outra, no jornal, aparece o caso de algum casal estrangeiro desavisado que foi preso. O assunto é bem polêmico como você pode ver AQUI , AQUI, AQUI e AQUI. Mas ainda é a lei: dura lex, sede lex! Quem quiser tentar, há a alternativa de tentar conseguir o direito na Justiça, mas é um caminho espinhoso. A notícia boa é que existem grupos de apoio como ESTE e ESTE para ajudar na caminhada. Também acho altamente recomendável a leitura do blog "Por uma aprendizagem natural", onde há orientações jurídicas para os pais.

- A posição de algumas correntes pedagógicas que propõem a recriar o ensino doméstico no ambiente escolar, cujo melhor exemplo é o da Pedagogia Waldorf. Você pode ler a respeito AQUI, AQUI e AQUI.

- Minha filosofia em particular: trabalho em cooperação com a escola, não delegando a ela toda a responsabilidade na educação do meu filho, mas através do diálogo, da interação com professores e diretores, estou presente no ambiente escolar me inteirando, observando e participando do que está acontecendo bem de perto, mas também valorizando tudo que lhe oferecem lá e me deixando aprender com isso, uma aliada e não uma oponente. É um relacionamento de respeito mútuo: não interfiro diretamente no trabalho deles, mas eles aceitam ouvir minhas sugestões. Demorei a encontrar uma escola aberta a esse relacionamento, mas graças a Deus encontrei e sei que você pode encontrar também sem nem mesmo ter que pagar uma mensalidade absurda pra isso. Não é a escola perfeita, até porque essa escola perfeita não existe, tal como perfeito não há ninguém na face da terra, mas atende bem as nossas necessidades, mesmo sendo uma pequena escola de bairro. Ao mesmo tempo, no ambiente doméstico, eu complemento a formação intelectual do meu filho elegendo e trabalhando os conteúdos, metodologias e objetivos que julgo importantes para ele. Importante: não fico "me amostrando" com meu filho diante da professora e das outras mães, exibindo o que ele sabe fazer, nem comparando-o com outras crianças, nem brigando para que ele seja tratado como o garoto mais inteligente da escola. Todo aprendizado complementar que ele recebe é para beneficiar a ele próprio, não o meu ego. Há quem pague caro para que a criança tenha uma formação completíssima numa instituição escolar. Mas mesmo que eu tivesse muito dinheiro, ainda escolheria eu mesma participar do processo de formação intelectual do meu filho, por acreditar demais na eficácia da metodologia materna (muito bem explorada por Doman), que transcende o intelectual, e atinge com eficácia também a formação moral, emocional, etc. Na referida escola do meu filho mais velho, por exemplo, não há aulas de música, inglês ou Bíblia. Então estou fazendo um projeto para ensinar os três conteúdos lá, aproveitando o que lhe ensinaria em casa num ambiente social saudável que só impulsiona o aprendizado (classe com poucas crianças, lugar onde ele já possui um vínculo afetivo bem formado, importância da interação entre crianças da mesma idade como forma de estímulo e descoberta em diferentes níveis, visões e caminhos no ensino-aprendizagem). Não estou dizendo para ninguém fazer o mesmo, mas foi a solução que encontrei.

- Mudar-se para os EUA ou para algum país que permita o homeschooling. Lá eles fazem testes de equivalência periódicos para aferir o desenvolvimento da criança. Tenho uma amiga cuja filha estudou um bom tempo utilizando um site desenvolvido especificamente para auxiliar os pais com os conteúdos escolares a serem ministrados em casa: tarefas, aulas, tudo online e muito bem feitinho, o pai só tem que acompanhar e complementar, caso queira.

Tenha em mente que se decidir por qualquer face do homeschooling, estará assumindo também uma grande responsabilidade. Mesmo com todo o material que é possível conseguir na internet, ainda é muito difícil organizar conteúdos, horários, e criar esquemas para que as crianças cumpram os horários e metas, mas se você conseguir, estará conseguindo também formar uma criança com autonomia e responsabilidade. No meu caso a dificuldade com metas é minha mesmo. Mas já estou feliz em dar o melhor e também alerto: se você decidir por qualquer face do homeschooling, receberá também altas doses de gratificação, o que será a motivação. Admiro demais as idéias, persistência e inteligência das mães que praticam o homeschooling no mundo, e ainda mais no Brasil, onde a decisão pode virar caso de polícia. Por isso decidi abrir a discussão aqui no blog e, aproveitando, criar uma TAG nos marcadores aí ao lado, uma lista de sites específicos sobre o assunto, bem como uma lista de links para blogs de professoras, onde pode-se conseguir bastante material prático para trabalhar com as crianças (a maioria é de Educação Infantil pois são os que mais frequento). Dê uma olhada nas caixas de links ao lado direito deste blog.

Leitura recomendada (para que optar pela escola):

Escola sem conflito: parceria com os pais
Autora: Tânia Zagury
Editora Record

13 de outubro de 2011

Doman - Programa de Ortografia

A maioria das pessoas conhece o método Doman por causa do programa de leitura, divulgado no livro "Como ensinar seu bebê a ler". Mas algumas pessoas não sabem que Doman organizou vários programas de inteligência além da leitura, que abarcam diversos aspectos da inteligência da criança, como o programa físico, de idiomas, de matemática, de conhecimento enciclopédico (esses você pode conhecer no livro "Como multiplicar a inteligência do seu bebê"), e, outros menos conhecidos ainda, como os de escrita, música, leitura independente e ortografia (faz parte do programa de Bits de Inteligência).

Na realidade, como a maioria dos pais começam a aplicar o método Doman de leitura em bebês, estão mais interessados que seus filhos leiam. Mas quando estes chegam por volta dos 3 anos, alguns pais despertam para o fato de que a escrita é extremamente necessária para que a criança continue a progredir com a compreensão e expressão da Linguagem. Estou passando justamente por essa fase com meu filho mais velho. Quando ele fez dois anos percebi que deveria trabalhar, juntamente com o método de leitura, exercícios de coordenação motora fina para prepará-lo para a escrita. Com três anos ele escreveu o próprio nome, e a partir daí comecei a utilizar também o método fônico em complemento para ensinar-lhe a ler.

De minha experiência com os dois métodos (Doman e fônico) posso dizer: às vezes dá um nó mesmo! E é normal que seja assim! A criança aos poucos perceberá que ela pode dispor de estratégias diferentes para decifrar palavras. Meu filho, por exemplo, prefere ler usando Doman: é mais rápido! Então às vezes cai no erro de tentar "adivinhar" as palavras. Aí que entra o método fônico, mais trabalhoso porém bem eficaz também. E assim, um ajudando o outro, ele vai conseguindo avançar no letramento.

Um aspecto importante do método fônico é que com ele é possível trabalhar ao mesmo tempo a leitura e a escrita. Temos feito isso aqui de forma divertida. Utilizo um material muito bom, sobre o qual já postei aqui, o "Disney na sala de aula", e também utilizo tarefinhas do método fônico. Para que as tarefas não sejam maçantes, eu crio milhares de historinhas, que ele adora. Assim, na "família do b", por exemplo, eu vou criando uma história utilizando palavras que comecem com a letra b, com a sílaba, ba, depois be, depois bi... p.ex.: "O b encontrou uma banana e deu um beliscão..." e assim por diante, não precisa fazer muito sentido, só estar dentro do contexto semântico da criança (palavras que ela entenda). Procuro criar histórias engraçadas, que rendam risadas e criem expectativa de chegar no final. Enquanto isso ele vai escrevendo as respectivas palavrinhas. No final, dou um adesivo do Mickey e sua turma para ele colar e pergunto: "Vai colar em que palavrinha?", então ele pensa e escolhe: "Vou colar o Mickey na banana". E mais risadas. Temos avançado muito assim. Já tentei até variar achando que ele gostaria mas ele sempre pede: conta história, mãe! Então tá!

À medida que avançamos na escrita, nos deparamos com os problemas ortográficos. E esse é o motivo deste post aqui. Porque o próprio Doman admite a dificuldade com palavras parecidas, de sonoridade semelhante, e o método fônico também não resolve esse problema sozinho. Então existe um programa só para a ortografia. Pretendo começá-lo aqui em breve, sempre utilizando como apoio a palavra "física" também, ou seja, algo que a criança possa tocar, manipular. Dentistas que me condenem, mas utilizo por exemplo, balas de gelatina junto com o alfabeto móvel: cada palavrinha formada, uma balinha. Os pais mais odontologicamente corretos podem usar moedas de brinquedos, fichas valendo um prêmio no final, adesivos, ou até mesmo brinquedinhos como carrinhos, bonequinhas, etc. O importante é motivar.

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(Traduzido e adaptado de "LOS MÉTODOS PARA EL DESARROLLO DE LA INTELIGENCIA DE LOS INSTITUTOS PARA EL DESARROLLO DEL POTENCIAL HUMANO DEL DR. GLENN DOMAN APLICADOS A LA ESCUELA")

O MÉTODO DOS BITS DE ORTOGRAFIA

Para conseguir escrever corretamente é necessária uma longa formação em que se empregam diversos procedimentos:

- Diretos: O estudo das regras gerais ortográficas é indispensável, pois estas contém uma informação valiosa e constituem um guia inquestionável; dão parâmetros seguros e tiram muitas dúvidas. No entanto, não é possível aplicá-las todas de forma consciente enquanto se escreve e, menos ainda, recordar suas numerosas exceções. Por isso é fundamental usar também os procedimentos indiretos.

- Indiretos:

- Leitura - Os bosn leitores dominam os sinais convencionais da escrita e não comentem falhas de ortografia.

- Estudo de gramática e sintaxe.

- Cultura - O armazenamento de informação enciclopédica (Bits de Inteligiência) contribui para a compreensão de textos, evitando, em muitos casos, erros ortográficos.

- Conhecer a origem etimológica das palavras e ter noções das línguas latina e grega, e também estrangeiras como inglês e francês (fazer bits destas matérias).

- Bits de ortografia - É um programa de estimulação rico e de qualidade. Quando maior o número de estímulos, tanto mais se chegará ao domínio da ortografia.

Portanto, o método dos bits de ortografia não trata de substituir as outras técnicas de aprendizagem, mas é usado como complemento para favorecer a assimilação desse conteúdo.

Como fazer e ensinar os Bits de Ortografia

Da mesma forma que no primeiro passo dos Bits de Leitura, mas agrupando as palavras em categorias segundo critérios morfológicos em lugar de semânticos.

Seria desejável unir ambos critérios nos Bits de Ortografia, mas isso é muitas vezes impossível.

- Cada categoria deve ilustrar uma dificuldade ortográfica, por exemplo; palavras com as sílabas GE e GI/ GUE e GUI/ GA GO GU; verbos com uma mesma flexão, como "fiz", "quis"; palavras com uma mesma regra ortográfica (p.ex.: dígrafos).

- A cada semana pode-se mostrar de 1 a 5 grupos de 5 palavras, pegando cada grupo de uma categoria diferente. Uma sugestão: Infantil I - uma categoria, Infantil II - duas categorias, Infantil III - três ou quatro categorias, 1° ano - cinco categorias.

- Em qualquer caso, lembre que o número de grupos deve adaptar-se a suas possibilidade se a respostas das crianças, de forma que sempre tenhamdesejo de ver mais.

- As regras são as mesmas que o resto dos programas Doman. Lembre que as crianças devem estar em silêncio, se possível, não permita que repitam a palavra enquanto você está falando.

- Ponha sempre em prática a filosofia do método materno.

FUNDAMENTOS DO MÉTODO

Os mesmos que o do Programa de Leitura.

- neurológicos, capacidade, curiosidade (psicologia infantil);

- natureza dos estímulos e factores que condicionam sua eficácia,

- a filosofia do método materno.

O método dos Bits de ortografia se baseia especialmente na capacidade excepcional da criança processar dados concretos e a partir deles generalizar.

Assim, ao invés de anunciar a regra e pedir que os alunos a apliquem a casos particulares, ofereça-lhes a informação concreta de que necessitam para descobrir a regra por si mesmos, ao menos, para assimilá-la facilmente com o sólido fundamento dos exemplos que já conhecem.

Como em todo o método Doman, o ideal é começar o programa na tenra idade (entre 2 e 3 anos) pois a maior plasticidade do cérebro facilita a crianção da estrutura neural necessária. É certo que, então, os resultados serão imperceptíveis durante muito tempo, mas graças a esta generosa oferta de estímulos, quando a criança começar a escrever reconheceremos o resultado do esforço empregado.

Se se começa o programa de leitura aos 3 anos, o de Bits de Ortografia poderia ser introduzido aos 4 e continuar em todos os anso escolares até os 7 anos. Se realizado de forma constante e intensiva durante a Educação Infantil, 1° e 2° ano, este sistema pode ser tão eficaz que permite adquirir uma base de dados de grande confiabilidade de modo que resulte quase impossível escrever mal uma palavra ou ler um vocábulo mal escrito sem percebê-lo, ainda que não se recorde a regra ou exceção gramatical.
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EXTRA: Material sobre dificuldades ortográficas para ajudar a fazer os Bits.
AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, e, ufa!, AQUI
Pra tudo na vida há muitas dificuldades, né? ;-)

7 de outubro de 2011

Doman - Programa de Idiomas

De volta a Doman!

Este post vem a propósito das dúvidas da leitora Alba, que está querendo iniciar o programa de idioma estrangeiro com seu bebê. Por aqui também aproveitei o material encontrado do site que mencionei no post anterior e comecei o programa com os meninos, a princípio apenas com a exposição ao idioma (vídeos, músicas, livros), e em breve vou começar com os cartões.

(Traduzido e adaptado de "LOS MÉTODOS PARA EL DESARROLLO DE LA INTELIGENCIA DE LOS INSTITUTOS PARA EL DESARROLLO DEL POTENCIAL HUMANO DEL DR. GLENN DOMAN APLICADOS A LA ESCUELA")

PROGRAMA DE IDIOMAS

Consiste em usar o Programa de Leitura exposto anteriormente para aprender qualquer idioma (por exemplo, inglês).

A única variação é que ao fazer os cartões de palavras soltas, você tem que desenhar ou colar no verso uma ilustração que expresse o significado da palavra.

Mostra-se a palavra escrita em inglês ao mesmo tempo em que a pronuncia em inglês, e a seguir vira-se o cartão para mostra a figura enquanto se fala a palavra em português.

O número de grupos a ensinar deve adaptar-se a suas possibilidades e à resposta das crianças, de forma que sempre tenham vontade de ver mais.

Se você usar o computador, pode repetir o nome em inglês quando mostrar a figura, e a seguir mostrar a palavra em português, dizendo o nome em português, deste modo unimos ambos os programas: de inglês e de leitura em português.

Cada idioma possui um conjunto de frequências em que se o escuta, e cada um desses conjuntos de frequências é captado por uma zona específica do cérebro. Se a zona correspondente ao conjunto de frequências do idioma que queremos aprender não tiver se desenvolvido durante a primeira infância (antes dos 7 anos), será muito difícil para nós aprendê-lo.

Para desenvolver a zona do cérebro que capta a frequência em que se escuta um idoma, escolha uma canção, fragmento de um conto, vídeo ou clipe infantil no idioma escolhido [N.T. O Youtube é um ótimo aliado] e faça com que a criança escute aproximandamente 5 minutos dele, 3 vezes ao dia, durante 5 dias.

O uso da música, das histórias, da expressão corporal e tudo aquilo que anime a criança a expressar-se nesse idioma será de grande utilidade.

O ideal seria o ensino bilíngue ou trilíngue desde o nascimento para aprender vários idiomas como se aprende o idioma materno. Assim se criariam com facilidade, no cérebro, as áreas linguísitcas correspondentes a cada um deses idiomas, com o que a criança aprenderia sem nenhum esforço.

Por isso, se você sabe algum idioma, fale com seu filho nele a metade do tempo. Se só sabe um pouco, fale o tempo que puder para ao menos fazê-lo saber o mesmo que você.

Por tudo que foi dito, é preferível ensinar a criança idiomas que se falem em diferentes conjuntos de frequência, por exemplo: português, inglês, francês e japonês. Idiomas como o espanhol e o catalão se escutam num conjunto de frequências semelhante.

Pesquisas recentes apontam a hipótese de que uma das causas para a grande dificuldade em aprender um segundo idioma, depois da infância, é que o cérebro deve criar esta área linguísitca nova em uma zona do cérebro distinta da do idioma materno, que é muito menos capaz.

Por outro lado, nos primeiros anos de vida aproveita-se a mesma área do hemisfério dominante que se ocupa do idioma materno e que é muito mais eficiente para as línguas.

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Canais de videos em inglês para crianças no YouTube:

http://www.youtube.com/user/SuperSimpleSongs?feature=grec

http://www.youtube.com/user/DreamEnglishKids

http://www.youtube.com/user/KidsTV123?feature=grec

http://www.youtube.com/user/checkgate?feature=grec

http://www.youtube.com/user/omigrad

http://www.youtube.com/user/hooplakidz

http://www.youtube.com/user/DavidOsaka