27 de novembro de 2011

Doman - reconhecimento visual da Palavra.

Para os adeptos das metodologias de Glenn Doman, mais um embasamento científico. Contribuição da amiga Lorena Arbex.

Quando lemos transformamos as palavras em imagens

Pesquisa da Universidade de Georgetown mostra que o cérebro usa um sistema de reconhecimento visual das palavras e isso facilita a nossa leitura

Uma pessoa com capacidade de leitura normal consegue ler uma palavra numa velocidade consideravelmente rápida, menos de um segundo. Isso acontece porque na primeira leitura de uma palavra, o cérebro a codifica visual e foneticamente. Porém, após um tempo, a palavra é reconhecida apenas de forma visual, como se fosse um objeto sem parte sonora, o que agiliza a leitura.

O mecanismo foi descoberto por uma equipe de neurocientistas da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, que apresentaram a sua descoberta durante a reunião da sociedade americana de neurociência.

Para estudar a capacidade de leitura do cérebro os autores fizeram uma prova de reconhecimento de palavras distintas que tivessem o mesmo som em inglês. Doze voluntários fizeram o teste enquanto eram submetidos, também, a ressonância magnética funcional.

O experimento mostrou que diferentes neurônios eram ativados, exatamente como acontece quando lemos palavras com sons parecidos. Isso sugere que o cérebro usa sempre a informação visual de uma palavra, e não os seus sons. Essa representação visual permite o reconhecimento rápido das palavras.

(Fonte: Universia Brasil. Publicado em 17/11/2011 - Disponível em: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/11/17/889112/quando-lemos-transformamos-as-palavras-em-imagens.html - Acesso em 27 de nov. de 2011)

22 de novembro de 2011

Dia da Música - atividade de musicalização - Intensidade

Em comemoração ao dia da Música, que eu, como professora de musicalização não poderia deixar passar em branco de jeito nenhum, vou deixar como presente uma aulinha completa, com todos os recursos, músicas e planejamento (pensei em você, leitora Lorraine).

A atividade faz parte de uma apostila que estou montando para meus alunos da Educação Infantil.

O conteúdo é propriedades do som - intensidade.

Divirtam-se! E viva a Música!

(CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR - Para salvar, clique com o botão direito em cima da figura e escolha "salvar imagem como")

21 de novembro de 2011

Livros excelentes, edições esgotadas

Coisa mais triste do mundo, para mim, é ver que um livro maravilhoso deixou de ser editado. Às vezes um livro traz uma proposta ótima mas que não se mostra viável comercialmente, ou então a Editora resolve investir em outras linhas editoriais. Sou daquelas apaixonadas por livro que ficam deprimidas diante da informação "esgotado no fornecedor", e vai à cata em sebos como quem garimpa uma jóia rara.

Este post, meio lápide, é para informar de duas coleções que estão "saindo de linha" na Editora:

1 - Magnix - da editora Ciranda Cultural

São livros que vêm com ímãs e folhas magnéticas. A idéia é até batida mas a execução é original, porque além das figuras, ele também traz propostas com números, letras e palavras. Trabalha soletração, escrita, desenho, matemática, tudo de forma divertida, com belas ilustrações. Comprei o último exemplar do Walmart (numa promoção incrível) do livro : "Magnix, mágica daspalavras", que traz palavrinhas em letra bastão para completarem pequenas frases muito bem ilustradas. Vinícius A-MOU. Pede para fazer todos os dias. E é perfeito para quem está começando a ler, por qualquer método. Além de completar pequenas frases, há ume spaço para a criança montar suas próprias frases com as palavras magnéticas. Peguei até uma briga com um vendedor por causa deste livro (vendeu e depois viu que estava esgotado), mas ele acabou me mostrando a triste realidade: a edição acabou! Se você topar com um desses exemplares por aí, segure que pode ser que você não veja mais outro!



2 - Disney na Sala de Aula - Da editora IBEP

Tenho falado desta Coleção desde o início deste blog. Ela é a reedição de uma coleção americana, que utiliza técnicas e métodos populares por lá, mas que por aqui não são muito comuns. Por exemplo, as letras maiúsculas e minúsculas são apresentadas conforme critérios geométricos, e agrupadas conforme essas características: linhas horizontais, curvas, linhas verticais, etc. Em seguida, ensina-se palavras inteiras, e depois, palavras e frases, para que aos 5 anos a criança já seja capaz de ler pequenas frases. Para tanto utiliza de muitos recursos didáticos, inclusive ilustrações. Na matemática, primeiro é ensinado a criança a sequenciar e agrupar, depois contagem, e depois operações de adição e subtração. Acoleção é dividida em 3 níveis de dificuldade. Todos os livros tem jogos, adesivos, atividades lúdicas e divertidas e orientações para os pais e professores complementarem o aprendizado. O projeto gráfico é primoroso mas... não é uma coleção que se encaixe no molde das coleções adotadas na maioria das nossas escolas. Espero que seja reeditada, mas a edição atual tb está esgotada no fornecedor. Ainda há algumas livrarias que a tem em estoque, outras tem com o aviso "sujeito a disponibilidade no fornecedor" (ou seja, não vão encontrar e você terá que cancelar a compra), mas os últimos exemplares eu comprei na Estante Virtual. Comprei inclusive as versões femininas também (para os livros de adição, adição e subtração, palavras e palavras e frases há uma versão para meninos e outra para meninas com o mesmo conteúdo, só mudam as ilustrações). Porque se deixarem de editar quero guardar esse pequeno tesouro para a posteridade (e quem sabe até coloco aqui como sinal de protesto).



Depois venho falar mais sobre minhas mais novas aquisições de livros com os quais os meninos estão fazendo a festa.

18 de novembro de 2011

Jogo da Palavra Móvel - para trabalhar ortografia

Crianças que estão aprendendo os sons das letras, inevitavelmente se chocarão com regras gramaticais. Doman defende que, antes de expor as crianças às regras propriamente ditas, deve-se mostrar a aplicação concreta delas, exibindo palavras que as exemplifiquem. Dessa forma as crianças compreenderão a teoria a partir de fatos concretos, o que segue a lógica do raciocínio nesta idade, e, consequentemente, se fixa com mais facilidade.

Com este jogo, a princípio, a criança perceberá o fato simples de que "pedaços iguais de letras" podem formar muitas palavras diferentes. E esse fato curioso é quem a conduzirá pelas outras constações gramaticais. Logo, este jogo pode ser apresentado a crianças bem pequenas, que já estão trabalhando reconhecimento de sílabas ou palavras, mas ainda não as escrevem, e também pode ser trabalhado com crianças maiores, explorando os diversos graus de complexidade. Esta é uma maneira divertida de ter contato com conceitos como palavras monossílabas, dissílabas, trissílabas, encontros consonantais, ditongos, tritongos, dígrafos, e mais uma série de dificuldades ortográficas.

A idéia deste material eu tirei daqui e adaptei para o português. Fiz uma pesquisa, selecionei e ordenei palavras de acordo com critérios ortográficos e dificuldade de leitura. Mas você não tem que seguir a ordem, ela é apenas sugestiva, adepte-a à realidade de seu filho. Inclusive quanto ao vocabulário. Algumas palavras que escolhi, como "hino, "gozar", "eis", "transpor", "hoste", "prece", "clamo" podem não parecer muito comuns ao universo infantil geral, mas pertecem ao nosso vocabulário familiar, já que são bastante ouvidos pelos meninos na igreja que frequentamos, em hinos, passagens bíblicas, etc. Por este motivo, coloquei em cada arquivo, um arquivo de edição também, já com o layout pronto. Você só precisa instalar o programa PhotoFiltre e editar os aquivos, clicando duas vezes nas letras para mudá-las de acordo com os seus critérios. Para facilitar também anexei ao arquivo a lista de palavras usadas neste jogo. São mais de 390 palavras em 74 cartelas, e organizei dois arquivos: um com letras bastão (maiúsculas) e outra com letras minúsculas, para atender aos pais que utilizam o método Doman ou não.

COMO JOGAR

Cada imagem traz um par de cartelas-base e um par tira de letras que se encaixam e deslizam por essa cartela. Elas estão numeradas aos pares. Assim, você deve cortar com as linhas paralelas das cartelas (parte superior) com um estilete ou tesoura. Em seguida, encaixar a tira de letras correspondente nessas linhas, de modo que, ao mover para cima ou para baixo, diferentes palavras serão formadas.

As imagens devem ser impressas em folha A4, portanto não esqueça de escolher esse modo nas configurações de impressão. Para tornar o jogo mais durável, é imprescindível plastificar os cartões com as palavras: você pode usar durex largo para plastificar as tiras (os que vão ser encaixados nos cartões). É mais fácil e rápido que usar o papel contact (durex largo é meu melhor amigo aqui em casa). Depois guarde tudo numa caixa ou saquinho plástico.

Sugestão de uso:

- Apresente as palavras aos poucos. Eu escolhi apresentar duas cartelas por dia.

- Comece apresentando, em flashcards ou slides, as palavras que serão vistas no jogo naquele dia, utilizando a técnica Doman para palavras soltas .

- Aproveite para enriquecer o vocabulário da criança, falando sobre o significado de cada palavra (somente após apresentar todas). Você pode utilizar figuras depois de cada slide ou cartão. Também pode separar brinquedos, livros, tarefinhas de arte que tenham a ver com as palavras trabalhadas.

- Depois que apresentá-las fale sobre elas: sua classificação morfológica, as regras de acentuação ou ortografia que se aplicam a elas, etc. Mas seja breve e utilize uma linguagem simples, clara e objetiva. Tire o "professorismo" e tente se comunicar como uma criança o faria.

- Relacione as palavras do dia com as palavras vistas anteriormente, por exemplo, as palavras que terminam em ão e am, as que terminam em il e iu. Explique a diferença entre palavras parecidas, como "til" e "tio", palavras com vogal aberta e vogal fechada.

- É interessante utilizar este jogo em associação com um silabário, quadro magnético para formar palavras, quadro branco para escrever as palavras "que mais gostou" no dia. Mantenha à disposição da criança uma "caixa da escrita", com diversos tipos de lápis, canetas e afins, cadernetas, cadernos, papéis de várias cores, formatos e texturas, letrinhas de EVA e papel (as que sobraram no pacote de sopa de letrinhas também!), apliques diversos para fazer cartões, post-its, tesoura e cola, enfim, tudo que possa motivá-la a escrever e utilizar as palavras que está aprendendo. Anime-a, primeiramente elogiando seu trabalho, e corrija com muita sutileza, lembrando que mais importante que a ortografia é fazer a criança GOSTAR de escrever.

- Na seleção de palavras que eu fiz, às vezes a ordem seguirá um padrão, às vezes fugirá do padrão para revisar categorias anteriores. Utilize da forma que você achar mais conveniente.

- As palavras não estão separado por sílabas necessariamente, mas por letras (por ex. que - imar, fra-lda)

- Tenha por perto uma caneta marcador de CD para fazer os acentos quando necessário. Não acentuei as letrinhas das cartela-base.

- O que você pode fazer como atividade de fixação?

1. Tarefas de cobrir as palavras trabalhadas, cruzadinhas, caça-palavras, completar frases, etc.
2. Criar histórias infantis para explicar as regras (P. ex: o R soa diferente: se está com raiva vira um cachorrinho bravo, se está feliz vira um gatinho que ronrona.)
3. Deixe sua sugestão!

BAIXAR JOGO - LETRAS MAIÚSCULAS

BAIXAR JOGO - LETRAS MINÚSCULAS

16 de novembro de 2011

Feriado - ocasião para unschooling

Feriados são pausas necessárias na rotina, e isso vale tanto para crianças como para adultos. Quem utiliza o método Doman sabe que ele recomenda que sejam dadas pausas em finais de semana, férias, feriados e qualquer outra ocasião que exija mudança na rotina. Seu argumento é que pais e filhos devem estar bem, confortáveis e concentrados no momento de utilizar o método, e sem essas pausas, corre-se o risco de tornar a atividade algo cansativo.

No entanto o aprendizado geral não requer pausas. Porque o aprendizado não precisa ser algo formal. Infelizmente a maioria de nós carrega o ranço da escola quando lembra da palavra "aprender". Parece que isso sempre está associado a carteiras, uniforme, tarefas copiadas, tédio. A verdade é que crianças aprendem o tempo todo, enquanto brincam, enquanto comem, enquanto conversam, enquanto observam. Um adulto com sensibilidade irá perceber os momentos em que ela está querendo aprender e irá se colocar à sua disposição para auxiliar no que ela desejar. Esse é princípio filosófico do Unschooling, conceito criado pelo educador John Holt, que prega a autonomia da criança na escolha dos conteúdos e métodos de aprendizado, que se dá da forma mais natural possível. Não existe escola, mas um adulto que incetiva a exploração do cotidiano da criança como fonte de todo tipo de conhecimento. O currículo é substituído por um ambiente estimulante.

É bem possível que você já tenha praticado unschooling com seu filho sem nem perceber! Deixe eu partilhar alguns momentos de nosso feriado em que fizemos isso.

(Pergunta implícita: quais os sons que a água faz e como meu corpo interage com ela?)

(Pergunta implícita: como é a perspectiva quando se anda assim num banco de praça? Como tenho que me movimentar para conseguir isso?)

"Ah, então esse aí é o boi-da-cara-preta?"

(Primeira vez que Rafael falou "Arco-íris")


(Pequena amostra de perguntas sucessivas de Vinícius na estrada: mãe, como é sol em inglês? E pôr-do-sol? Como é árvore em inglês? Como é madeira em inglês? Como é nuvem em inglês? E como se escreve lago? E como escreve lagoa?)


(Uma de suas brincadeiras favoritas: fazer bolo. Dessa vez ele quis colocar a inicial de cada componente da família em cima do bolo para cantar parabéns para cada um. Descobriu que bastava mudar a posição dos pedacinhos de bolo para conseguir letras diferentes)


(Rafael aprendendo sobre a cor verde. Vinícius percebendo que havia mais tipos de verde que os da sua caixa de lápis de cor)

Pela primeira vez presenciamos Rafael criando uma brincadeira e chamando Vinícius para brincar com ele. Ele descobriu que era divertido andar com uma bóia de praia circular no pé, chutando-a para frente e para trás. Foi pegar outra e deu a Vinícius, mostrando-o como fazer. E ficaram os dois um bom tempo brincando assim. Fizemos um filminho para registrar.

Um fato bem legal que aconteceu e eu também não tirei foto foi quando fomos à pizzaria no sábado à noite. De repente, do nada, Rafael começa a dizer "Cocô". A princípio demos aquela risadinha e checamos a fralda. Nada, tudo limpinho. Mas ele continuou: "cocô, cocô, cocô", sem pudor nenhum dos nossos vizinhos de mesa. Foi só quando ele começou a se empolgar: "Ccccccocôôô!", que eu percebi: ele não estava querendo comunicar nada. Apenas tinha acabado de descobrir como se fala a letra C (Até então ele só conseguia dizer "Totô"). Então começamos a brincar com outras palavras com C: casa, carro, comida, e ele sempre carregando no C, com o maior orgulho do mundo.

Pois é. Feriados são ocasiões excelentes para aprender. E para fazer nada também!

10 de novembro de 2011

Matemática com restos de festa - Dezena e Unidade

Depois de um aniversário sempre sobram umas coisinhas que você guarda sem saber muito bem o que fazer com elas. E tem as guloseimas, que rendem por uns bons dias, caso você utilize a estratégia de colocá-las no alto da geladeira (e seus filhos ainda não as alcancem subindo na cadeira). Que tal utilizar isso para ensinar o conceito de dezenas e unidades?

Para esta atividade você precisa de:

- Copinhos de acrílico, do tipo que se coloca brigadeiro de colher (aqui usamos 10)
- Marcador de CD
- Confetes de chocolate ou qualquer guloseima pequena que venha às dezenas na embalagem (usei essas bolinhas de confeito bem baratinhas)
- Lápis e papel


Com as bocas dos copinhos faça círculos na folha de papel em pares. Abaixo de cada círculo faça um pequeno traço. Depois, com o marcador de CD, escreva no fundo da metade dos copinhos "D" de dezena, e na outra metade "U" de unidade. Emparelhe os copinhos nos círculos. Disponha os confeitos num prato. Depois de uma breve explicação sobre dezenas e unidades, escolha um número maior que dez e peça para a criança escrevê-lo nos traços correspondes (a criança pode escolher o número também). Depois peça para colocar o número correspondente de dezenas e unidades do número escolhido em cada copinho.


A melhor parte é esvaziar os copinhos!



Variações:
- Com crianças que não escrevem ainda o jogo pode ser feito, tirando a parte de escrever os numerais.
- Você também pode utilizar uma caixa de ovos vazia.
- Os odontologicamente corretos ou sem balas na dispensa podem utilizar outros objetos pequenos: pompons, bolinhas de gude, contas de bijouteria em forma de bichinhos, etc.
- Você pode escolher alguns bonecos e fazer uma festa para eles: daí é só escolher o número de confeitos que cada boneco irá "comer".
- Você pode escolher alguns objetos simples mas bacaninhas (aviões de dobradura, língua de sogra, um apito) e "botar preço" neles. Se a criança acertar o número de bolinhas, leva os objetos para ela.
- Você pode aproveitar o jogo para treinar a classificação em cores: 12 bolinhas amarelas, 22 bolinhas vermelhas, etc.
- Para trabalhar a motricidade você pode pedir que a criança faça a transferência das bolinhas, do prato apra os copinhos, com uma colherzinha de chá (para bolinhas maiores, como gude ou mms, essas muito pequenas são bemdifíceis de pegar assim).

8 de novembro de 2011

Vídeo - As escolas matam a criatividade.

Este foi retirado do blog "Por uma aprendizagem Natural", mais um adicionado cá à direita na lista de blogs sobre homeschooling, mas provavelmente o mais imprescindível de conhecer para pais que são adeptos da prática.

7 de novembro de 2011

Doman e o ensino voltado para a escrita

É bem importante conhecermos esses dois conceitos: alfabetização é ler e escrever, letramento considera o contexto sócio-cultural em que a alfebetização ocorre. O letramento ocorre desde antes da criança nascer, pois ainda no ventre da mãe ela tem contato auditivo com as palavras, sons e ritmo da língua materna, tanto que cientificamente é comprovado que bebês recém-nascidos são capazes de reconhecer o idioma falado por sua mãe, reagindo de modo especial a ele em relação a outros. O método Doman é maravilhoso nesse processo de letramento pois insere na rotina da criança o contato com muitas palavras e conceitos novos. Em certa idade, que pode variar muito de uma criança para a outra, mas que começa por volta dos 3 anos, o processo de alfabetização se consolida, com o interesse da criança em ler e escrever concomitantemente. Isso pode ser um processo mais ou menos longo, de acordo com os estímulos a que a criança está exposta, e com a atenção que recebe para sua curiosidade natural.

Quando a criança começa a escrever, quem utiliza o método Doman pode se ver diante de algumas dúvidas. Eu vou partilhar aqui algumas que eu mesma tive e que vi outras mães terem igualmente. E vou falar da alternativa que desenvolvi com base nas experiências dessas mães e na minha própria.

Uma das características que mais gosto no método Doman é a sua adaptabilidade. Nem o próprio Doman utilizou o mesmo método que criou desde o início. Ele mesmo fez adaptações e inovações, basta comparar as edições mais antigas dos livros com as mais novas. Isso, de forma alguma, é algo negativo, pelo contrário! É prova que ele é um homem aberto a reconhecer as melhores estratégias, e que está sempre disposto a aprender. Com crianças PRECISAMOS ter essa postura. Pois elas não são iguais, não existe um padrão de mente infantil, mas cada criança é um universo a ser explorado. Por isso você tem toda a liberdade para adaptar este método e qualquer outro à realidade do seu filho, e não sou eu quem afirmo isso, mas o próprio Glenn Doman abre essa possibilidade.

Com respeito especificamente à ESCRITA eu adotei um programa de Bits que segue a sequência abaixo:

1 - Letras maiúsculas, ou bastão.

Porque é o tipo de letra em que é mais fácil começar a escrever. A prova é que nas escolas você perceberá que todo material inicial começa apresentando letras maiúsculas (de forma, ou bastão). O traçado de retas é bem mais simples que o de curvas. Segui a recomendação de Doman em aprensentar as palavras em letra minúscula, mas para esta etapa em especial optei por começar com letras maiúsculas, para que meu filho pudesse se acostumar a elas e reproduzí-las: essa é uma etapa bem inicial da escrita, a reprodução. Você pode utilizar lápis (grandes, se possível triangulares que facilitam a pega), cartões com as letras e papel, letras magnéticas (meu filho escreveu seu nome pela primeira vez aos 3 anos reproduzindo as letras magnéticas), e também trabalhar com outros materiais, como massinha de modelar, pintura a dedo, colagem no formato da letra, escrita em materiais sensoriais, como areia, pintura com giz de cera em cima da letra-lixa (você corta uma letra em papel de lixa de parede e o cola num cartão, depois é só colocar uma folha de ofício em cima e dar o giz do cera para que a criança "descubra" a letra), etc.

Nesta fase você também pode, simultaneamente, ensinar os sons de cada letra. Um site que pode ajudar bastante nisso é o BEBELÊ. O método fônico evita um efeito colateral bem chato do método Doman: a criança tentar "adivinhar" as palavras que não sabe.

2 - Monossílabos

Li sobre essa possibilidade pela primeira vez AQUI, e outras mães posteriormente me disseram ter usado a mesma estratégia. Os monossílabos ajudam a criar um repertório fônico que será utilizado nas sílabas de palavras maiores, depois. Parece com a idéia da alfabetização silábica, a diferença está que os monossílabos são palavras, possuem um sentido em si mesmos, e por isso são muito mais interessantes para a criança que simplesmente decorar as "famílias silábicas" (embora seja inevitável lidar com elas também).

3 - Dissílabos com sílabas repetidas (Ex.: vovó, babá)

A amiga Lorena fez assim e deu muito certo com seu filhinho. A criança compreende, a partir de uma mesma unidade silábica, a possibilidade de criar duas unidades pela repetição.

4 - Encontros vocálicos simples (Ex.: pia)

Ir aumentando o grau de dificuldade: primeiro os dissílabos, depois os trissílabos.

5 - Sílabas simples (Ex.: toca, mala)

Uma maneira muito boa de trabalhar paralelamente essa categoria é utilizando um silabário. Você pode encontrar para imprimir em papel, na internet, comprar uns de madeira, ou em formato de ímã.

6 - Pares mínimos - Palavras que se diferenciam apenas por um único fonema (som). Ex. GATO e PATO

Também li pela primeira vez no site da Ana Júlia. Os americanos, que usam a alfabetização fônica, utilizam muito essa estratégia, de fazer a criança perceber palavras com mesma terminação, por exemplo. Um joguinho simples que vi outro dia num site americano era assim: vários potes, cada um com uma etiqueta escrita um final de palavra (ex.: ato, para "pato, mato, fato"). Vários palitos de picolé, cada um com uma bandeirinha com uma palavra escrita. A criança deveria colocar os palitos no pote com a terminação correspondente. Para ficar mais lúdico, os potes podem ser "navios pirata", por exemplo, e as bandeirinhas, colocadas sobre uma placa de isopor em forma de ilha, os tesouros que pertencem a cada navio. Doman NÃO recomenda essa atividade, especialmente com bebês que estão começando o método, mas como eu já disse, estamos falando aqui de atividades que foram testadas e funcionaram para mães com crianças que estavam em fase de alfabetização.

7 - Dificuldades ortográficas

Nesta categoria estão incluídos os encontros vocálicos especiais (ditongos, tritongos, hiatos) encontros consonantais, dígrafos, diferentes sons da letra C, G, L, Z, M, S, etc. À medida que são apresentadas as palavras, pode-se fazer jogos e atividades para fixá-las. O silabário pode ser incrementado também.

IMPORTANTE:

Essa sequência é apresentada em forma de Bits, seguindo o 1° passo do programa de leitura: palavras soltas. Para enriquecer o vocabulário, você pode usar figuras depois de cada palavra, exemplificando de forma concreta a palavra, e depois de apresentar a sequência explicar o que significa aquelas que a criança ainda não conhece bem, se for possível, com uma brincadeira ou jogo bem concreto também. Procure focar na apresentação das PALAVRAS, que as crianças perceberão as regras. Utilize as regras ortográficas apenas para complementar, a título de informação.

Como a idéia é trabalhar a escrita, faça, para cada grupo de palavras apresentado, atividades de escrita relacionados. Ainda esta semana vou postar aqui um material que fiz e que pode ajudar bastante nessa sequência: o jogo da palavra deslizante.

E a maior dica é: NÃO TENHA PRESSA. Respeite o ritmo de sua criança e considere que ler e escrever deve ser, acima de tudo, um processo de ENCANTAMENTO.

3 de novembro de 2011

Sonho de consumo - caneta que lê

Sou fã da marca LeapFrog. Conheci através dos DVDS da série, que Vinícius ama assistir.
Mas essa caneta que lê é um sonho. Basta aproximá-la das palavrinhas do livro e ela diz a palavra e dá voz aos personagens. E ainda dá para estudar geografia, treinar a escrita, fazer joguinhos de raciocínio lógico e mais um monte de coisinhas bacanas, tudo isso num livro "de verdade". Ai, ai, ninguém quer me dar de presente de Natal não, hein, hein?