20 de dezembro de 2012

Nosso projeto "Música no Quintal"

Esse projeto musical é algo antigo, e foi feito sem pressa, pensado, repensado, planejado, desplanejado, e executado aos pouquinhos, por causa da falta de tempo e porque eu não tava mesmo a fim de correr com ele. Queria curtir cada fase. Coma chegada das férias, conseguimos terminar (foram quase três meses ao todo de processo). Agora partilho aqui com vocês.

A inspiração surgiu de alguns blogs americanos. Um dia, uma mamãe resolveu pendurar umas coisas barulhentas no muro do seu quintal e... uau! Não é que ficou super?

(Foto retirada do blog Filth Wizardry  Leia o post na íntegra AQUI)

Quando pais e filhos se unem numa atividade criativa, o resultado é sempre maravilhoso.

(foto retirada do blog Let the children play - leia AQUI o post com várias ideias de espaços musicais externos que você mesma pode fazer)

(foto retirada do blog Hands on: as we grown. Leia AQUI o passo a passo)

No momento em que vi essas fotos pensei: "TENHO que fazer algo assim aqui também". E comecei a estudar as possibilidades. Meu quintal é grande, mas é basicamente um cimentado com muros. A única árvore que tem é um pé de acerola, e nao podemos brincar embaixo dela porque ela solta um pozinho que dá uma coceira desgraçada. No muro lateral da minha casa há várias grades que dariam espaços perfeitos para penduricalhos musicais, MAS... é justamente o lado da minha querida vizinha, uma senhora que certamente preza o silêncio e a tranquilidade sonora, hehehe. Depois de muito matutar, acabei me decidindo e então chegou a hora de pedir a ajuda dos meninos.

Começamos fazendo os xilofones de garrafas. Separei algumas garrafas de vidro, de achocolatado. Elas tem o vidro grosso e soam muito melhor que garrafas de plático para esta atividade. Peguei um metalofone para compararmos o som das garrafas com o somdas notas do isntrumento. Enchíamos de água, e íamos testando, depouquinho em pouquinho.

Foi quando eu percebi que não ia dar, porque como as garrafas eram muito pequenas, não iam reproduzir exatamente a escala de Dó maior que estava no metalofone. Nesse momento tive uma surpresa maravilhosa: enquanto eu estava batendo num agarrafinha para conferir a nota, Vinícius, sem nem mesmo ter tocado no metalofone disse: "É um Ré, mãe!". Eu ssori e pensei: "bom chute!". Ele então pegou a baqueta, tocou no metalofone e disse: "Tá vendo, é um Ré, mãe". E era mesmo!!! Morri de alegria, né?

 Acabamos decidindo fazer uma escala com Dó móvel para concluir a atividade. Eu não tava a fim de procurar garrafas grandonas. Às vezes se usa esse conceito de "Dó móvel" em educação musical. Significa dizer que você pode pegar uam nota qualquer e chamar de Dó, e depois ir formando a escala obedecendo aos intervalos que existem na escala de Dó maior. Ao final, não será a escala de Dó maior, mas vai soar parecido. Não gsoto muito de usar esse artifício porque minha experiência como educadora musical mostra que crianças pequenas aprendem com ouvido absoluto, e gravam as notas reais (como Vinícius demonstrou, reconhecneod o Ré isoladamente). Elas irão fazer o reconhecimento dos intervalos entre as notas (ouvido relativo) numa fase posterior.

NOTA IMPORTANTE: Se você não entendeu bulhufas do que acabei de falar, não se preocupe. Se você quiser fazer seu xilofone de garrafas sem notas determinadas, pode fazer tranquilamente. Basta alterar o nível de água em cada uma, e as crianças vão perceber que os sons mudam. E vão adorar do mesmo jeito!

Colorimos a água das garrafinhas com anilina e deposi Vinícius escreveu o nome das notas em cada uma.

 Próxima etapa: apresentei o livro "O menino e o muro", de Sônia Junqueira, da coleção Estrelinha (editora Ática), uma coleção indicada para crianças que estão começando a ler, pois os textos são curtos e a histórias bem gostosas. O livro conta a história de um menino que resolve pintar o muro da casa dele. E vai falando o que o menino pintou. Ideias que os meninos poderiam explorar em seguida, quando nós mesmos começamos a pintar nosso muro.


Conversei com eles sobre minha ideia de criar um espaço musical no quintal para alegrar nossos muros sem graça. E disse que achava que o primeiro passo era dar um colorido bem alegre ao muro. Por isso iríamos cantar e dançar enquanto pintávamos! Música, maestro!

Isso de pintar jogando a tinta no muro é muito divertido. Até eu me rendi e experimentei pintar assim. Foi muito bom brincar com eles de "chuvinha de tinta", me soltei e entrei na dança também. 

(Rafael adora fazer caretas na hora de tirar fotos)

 Descobrimos que pintar um muro dá um trabalhão! E como começou a escurecer, resolvemos deixar o acabamento para o outro dia. Conversei com eles que agora iríamos pintar com o pincel fininho, para podermos desenhar, como o menino do livro fez.

 Deixei eles livres para desenharem o que quisessem, mas quando Vinícius me viu desenhando as notas musicais na parte de cima do muro, começou a imitar na parte de baixo.
 Eita que filhos lindos eu tenho, meu Deus! (Rafael e suas caretas)

 A grade que escolhi para os penduricalhos é uma grade de ar condicionado janela antiga, desses de 10.000 btus. Peguei também um antigo suporte de vaso de planta, pintei os dois com tinta spray.

 (Vinícius tirou a foto. Nada mais justo, afinal só eles que são fotografados? kkkkk)

 A etapa seguinte foi arrumar na grade as panelas e utensílios de cozinha que eu separei para a brincadeira. Alguns foram da mãe do meu marido, estavam bem velhinhos mesmo. É incrível o que a gente pode achar numa faxina na cozinha...
Amarrei tudo com barbante. DEtalhe para as unhas sujas de tinta: e o pior que essa tinta é ruim de largar! Aconselho a quem vai usar, fazê-lo com luvas, óculos de proteção (meus olhos arderam) e máscara.
 O resto da tarde foi gasto só com os meninos experimentando os sons das coisas que separei. Como ficou tarde, deixamos a "inaulguração" do nosso cantinho musical para o dia seguinte.

 E no dia seguinte choveu :-P

 No outro dia, quando o sol apareceu, pudemos então desfrutar do nosso cantinho musical pronto. Ficou assim. Pendurei uma escumadeira de metal e sinos dos ventos tubulares no suporte de vaso. Amarrei raladores de verdura para servirem de reco-reco. Amarrei algumas colheres metálicas para serem as baquetas. Panelas fizeram as vezes de tambores (tamanhos diferentes = sons diferentes). E as garrafinhas viraram xilofone. Uma nota importante: Vinícius quebrou uma das garrafas enquanto tocava porque coloquei uma colher muito grande como baqueta. Depois troquei pou uma menor, tipo colher de sopa, e as sobreviventes aguentaram bem o tranco.


Agora um filminho do resultado final:


Um comentário:

  1. UAU... fiquei muito emocionada com este cantinho, que momento maravilhoso vc proporcionou para eles. Muito lindo amiga. beijos

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